Um motorista de aplicativo de Anápolis (GO) denunciou um caso de assédio sexual, ocorrido dentro da plataforma, no domingo (25/1). Ao aceitar uma corrida, o condutor relata que recebeu uma proposta descabida e de teor sugestivo pelo chat do app: “Rola aquela bala Halls preta no carro? R$ 50”, digitou o passageiro.
O motorista respondeu de forma literal, acreditando que o cliente queria saber se havia balas à venda no veículo, prática comum entre condutores que adaptam os carros para comercializar produtos durante as corridas.
Diante da resposta, o passageiro afirmou que se tratava de um “código” e tentou explicar melhor por ligação, que foi recusada. Em seguida, enviou novas mensagens insinuando que pagaria a corrida normalmente e acrescentaria o valor extra, “por fora”.
O motorista conta que só depois entendeu o real sentido da abordagem. O “código do halls” é uma expressão com conotação sexual, que insinua a prática de sexo oral com o motorista. Assim que percebeu do que se tratava, cancelou a corrida.
O motorista gravou um vídeo, onde relata todo o ocorrido. Segundo ele, o passageiro foi insistente e chegou a dizer que não era homossexual, que era casado. Após expor o caso, o motorista afirmou ter recebido mensagens de outros profissionais relatando abordagens semelhantes feitas pelo mesmo passageiro.
Na legenda da publicação, o condutor criticou a plataforma por não oferecer uma opção clara de denúncia por assédio direcionada a motoristas. Segundo ele, a única alternativa disponível é cancelar a corrida, sem um canal específico para registrar esse tipo de comportamento.
A plataforma indicou que, ainda na tela de cancelamento, há o botão de ajuda que direciona o solicitante para a Central de Atendimento, onde é possível denunciar atitudes impróprias, independentemente se realizadas pelo motorista ou passageiro.








