O empresário norte-americano John Textor, controlador da SAF do Botafogo, tentou acalmar os ânimos da torcida alvinegra nessa quinta-feira (29/1) ao prometer uma solução definitiva para o transfer ban imposto pela FIFA. A punição impede o clube de registrar novos jogadores devido à dívida não quitada pela contratação de Thiago Almada, à época do Atlanta United.
Textor afirmou que o problema “está resolvido” e que bancará o pagamento do valor pendente com recursos próprios.
“Eu disse ao associativo que vou fazer um investimento pessoal, no valor que precisamos pagar ao Atlanta United para encerrar o transfer ban. Isso nos permite acrescentar jogadores que gostaríamos de ter no elenco”, afirmou a Botafogo TV.
O dirigente também esclareceu a relação entre a Ares, fundo de investimentos envolvido no grupo Eagle Football, e a própria Eagle, admitindo que houve “uma falha de comunicação” em alguns processos recentes, o que gerou desconfiança entre torcedores e até mesmo no conselho do clube associativo.
Sobre a decisão judicial recente da Justiça do Rio de Janeiro, que proibiu Textor de vender jogadores ou ativos do Botafogo sem aviso ao clube social, ele minimizou o impacto e classificou parte das informações veiculadas como “vazamentos negativos”, destinados a criar divisões na torcida.
Textor negou qualquer intenção de negociar a saída de peças importantes do elenco atual, como os jovens Danilo e Montoro, alvo de rumores com o Nottingham Forest. Ele ainda comparou o projeto do Botafogo com vendas de alto perfil, como Endrick e Estêvão, ex-Palmeiras.
“Não há a menor possibilidade de negociarmos a saída desses jogadores nesta janela de transferências, e certamente não por uma quantia tão baixa. Recebemos uma proposta que vazou imediatamente para a imprensa. Isso não foi cogitado”, disse.
O dono da SAF aproveitou para pedir desculpas pela “falta de transparência” em algumas negociações passadas, justificando que certos detalhes precisavam permanecer confidenciais até serem finalizados. Ele também mencionou que o Olympique Lyonnais, outro clube do grupo Eagle, ainda deve cerca de R$ 210 milhões ao Botafogo, valor que impacta o fluxo de caixa do Alvinegro.








