Quarta-feira, 04/02/26

Projeto de lei propõe punir companhias aéreas por downgrade sem consentimento

Projeto de lei propõe punir companhias aéreas por downgrade sem consentimento
Projeto de lei propõe punir companhias aéreas por downgrade sem – Reprodução

O Projeto de Lei 883/25, apelidado de ‘Lei Ingrid Guimarães’, proíbe que companhias aéreas realizem o downgrade de passageiros para uma classe inferior à contratada sem consentimento prévio. A proposta, em análise na Câmara dos Deputados, estabelece indenizações automáticas aos consumidores afetados.

De acordo com o texto, em caso de downgrade, a empresa deve oferecer reacomodação em um voo da mesma classe originalmente comprada em até quatro horas. Além disso, é prevista uma indenização proporcional ao prejuízo: 100% do valor da passagem para voos nacionais e 200% para voos internacionais. A assistência material, como alimentação, transporte e hospedagem, segue as regras atuais da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Caso o passageiro opte por não aceitar a mudança, terá direito ao reembolso integral.

O descumprimento sujeitará as companhias a multas administrativas de até R$ 50 mil por infração. Em situações de reincidência grave, a licença de operação poderá ser suspensa temporariamente. A fiscalização caberá à Anac, que terá até 30 dias, a partir da denúncia, para apurar o caso e aplicar as penalidades.

A iniciativa é inspirada no episódio envolvendo a atriz Ingrid Guimarães, que relatou ter sido coagida a ceder seu assento na classe premium economy durante um voo de Nova York para o Rio de Janeiro. A autora do projeto, deputada Ely Santos (Republicanos-SP), argumenta que a prática fere o Código de Defesa do Consumidor e revela um problema estrutural no setor aéreo, impondo prejuízos aos passageiros sem contrapartidas adequadas.

O projeto tramitará de forma conclusiva pelas comissões de Viação e Transportes, Defesa do Consumidor, e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

T LB

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