Quinta-feira, 05/02/26

179 novos policiais penais do DF iniciam segunda etapa de formação

179 novos policiais penais do DF iniciam segunda etapa de formação
179 novos policiais penais do DF iniciam segunda etapa de – Reprodução

Os 179 novos policiais penais nomeados pelo Governo do Distrito Federal (GDF) para reforçar o sistema penitenciário iniciaram, nesta quinta-feira (5), a segunda etapa do curso de formação profissional. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do Complexo da Polícia Civil e contou com a presença do governador Ibaneis Rocha.

Os profissionais fazem parte do contingente de 1.333 policiais penais nomeados pelo GDF desde 2019. Durante o evento, o governador destacou o trabalho de excelência da Polícia Penal, que alia segurança à ressocialização da população privada de liberdade. “Quando me perguntam por que o crime organizado não se cria em Brasília, eu dou exemplo de como a nossa Polícia Penal faz um trabalho de excelência. Trabalha com segurança, mas pensa também na ressocialização”, declarou Rocha.

Ele enfatizou a importância do reforço no efetivo para maior eficiência e humanização no processo de ressocialização, além de melhor controle e segurança nas unidades prisionais. O governador mencionou os desafios do sistema, com 17 mil apenados no Distrito Federal, e a responsabilidade da carreira. “Nós sabemos, agora mais ainda pela experiência que esses dois mandatos me deram, que o crime nasce dentro do presídio.”

Além das nomeações, o governo investe na valorização da categoria e em infraestrutura, com a aquisição de 71 viaturas, 274 computadores e coletes balísticos para todos os profissionais em atividade. Rocha lembrou avanços como a evolução salarial, garantias de trabalho, melhoria de equipamentos e a atuação por um sistema prisional produtivo.

O governador também falou sobre iniciativas em andamento, como a criação do Fundo Penitenciário junto à Câmara Legislativa do DF (CLDF) e o reajuste da categoria via Fundo Constitucional do DF (FCDF). “A criação do fundo vai estruturar o sistema penitenciário”, completou.

A vice-governadora Celina Leão, que participou da criação da categoria, destacou sua importância para a segurança pública. “Foi uma luta muito grande. Hoje, é uma carreira reconhecida como fundamental. Aqui no Distrito Federal não temos facções telefonando das cadeias, porque temos essa categoria. Acredito no sistema prisional produtivo, em que o interno possa trabalhar.”

Avanços recentes incluem a implementação do manual de identidade visual, criação do banco de horas, concursos de remoção, fechamento de cantinas, inauguração de novas unidades prisionais e ampliação da Fábrica Social, que gera trabalho aos internos e benefícios à comunidade.

Os novos policiais expressaram entusiasmo com a formação. Tiago Chaves, de 39 anos, nomeado no ano passado, descreveu o curso como uma virada de chave na carreira. Priscila Felix, de 32 anos, destacou a transição para a parte operacional, incluindo armamento, tiro e defesa pessoal, e exaltou o papel de cuidado da profissão.

Essa é a primeira turma de 2026 do Curso de Formação Profissional da carreira Polícia Penal do DF (CFP/PPDF). Os 179 alunos serão divididos em quatro turmas para cumprir 210 horas-aulas em 45 dias. O curso abrange aspectos físico, técnico e emocional, com aulas teóricas de legislação penitenciária, direitos humanos e ética, além de capacitação operacional em condutas de segurança e técnicas de abordagem.

Segundo o coordenador do Sistema Prisional do Distrito Federal, João Vitor Anunciação, o sistema exige preparo e responsabilidade, com mais de 17 mil internos em sete unidades prisionais. Após a conclusão, os policiais estarão aptos para funções práticas e teóricas, incluindo o porte de arma. Essa é a segunda e última etapa da formação, iniciada teoricamente em 2023, para os nomeados em dezembro de 2025.

T LB

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