Sexta-feira, 06/02/26

Natália Silva relembra jornada que a levou ao 1º lugar no ranking

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Natália Silva relembra jornada que a levou ao 1º lugar – Reprodução

Natália Silva é, sem dúvida, um dos nomes mais cobiçados do momento no UFC. A brasileira se tornou a primeira colocada no ranking do peso-mosca, abaixo somente da campeã, Valentina Shevchenko. Ao Metrópoles, contou que está preparada para encarar a atleta do Quirguistão e buscar o título da categoria.

No UFC 324, realizado em 24 de janeiro, Natália venceu a ex-campeã Rose Namajunas e o resultado foi o responsável por promovê-la no ranking. “Quando eu aceitei essa luta [contra Rose], foi porque o UFC me disse que seria uma eliminatória e quem vencesse iria pelo título”, revelou a mineira.

Natália saiu de Pingo D’Água, no interior de Minas Gerais, para conquistar o maior palco de MMA no mundo. A lutadora, que tem 29 anos recém-completados, teve o taekwondo como porta de entrada para as artes marciais. Foi por meio de um projeto social em sua cidade natal que descobriu o esporte com o qual se apaixonou desde o início.

Apesar de ter deixado a cidade, a top 1 demonstra que valoriza as origens. Ela segue treinando em Minas Gerais, na Academia Team Borracha, em Contagem. “Não vejo necessidade de ir para outro lugar. O que eu tenho aqui, em outros lugares não tem. Meus treinadores me assistem muito de perto, não tem aquele tanto de atleta, para ter que dividir a atenção”, detalhou.

Um dos responsáveis pelo treinamento da lutadora é Carlos Borracha, irmão mais velho do famoso lutador Paulo Borrachinha.

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Natália Silva

Reprodução/Instagram/Natália Silva

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Natalia Silva venceu a ex-campeã Rose Namajunas

Reprodução/UFC

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Natália Silva

Reprodução/Instagram/Natália Silva

A valorização das origens também é comprovada pelo estilo de luta de Natália. Ela ingressou no MMA em 2015 e, mesmo após nove anos, ainda tem o taekwondo como estilo característico de combate. “Chutar é o meu diferencial. Não se vê muito isso. Tem um processo para entender o que vai funcionar ali. É uma coisa que consegui adaptar”, contou.

A lutadora contou que a adrenalina gerada pelo MMA, como a entrada no octógono e a sede pela vitória, a encantou. Cinco anos após se dedicar definitivamente à modalidade, conseguiu assinar o tão cobiçado contrato com o UFC. Porém, a estreia demorou a acontecer. Natália lidou com lesões durante três anos, até debutar em 2022.

“Todas as minhas lutas têm muita importância para mim. Só que a minha primeira no UFC foi um marco. Quando vivi aquele momento de estrear, de viajar, parecia que estava em um sonho. É incrível. Eu saí de Pingo D’Água, uma cidade de 5 mil habitantes, e agora estou no maior palco do MMA no mundo”, avaliou.

Foi uma vitória sobre a canadense Jasmine Jasudavicius que deu início a uma jornada invicta. Até agora, são oito lutas, todas com triunfo da brasileira. Dessas, duas foram contra ex-campeãs: Namajunas e Alexa Grasso.

Agora, a mira está no cinturão. Natália afirmou que ainda não há data para o duelo, mas será a próxima a encarar a veterana Valentina Shevchenko.

A lutadora revelou que mantém vivo o desejo de lutar no UFC Casa Branca, evento especial que ocorrerá na residência presidencial norte-americana em junho. “Já pedi de aniversário. No dia da luta, falei: ‘Dana, meu aniversário está chegando. Me dê isso de presente’”, concluiu.


T LB

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