Sábado, 07/02/26

MEC apresenta balanço da Política Nacional de Ensino Médio em webinário

MEC apresenta balanço da Política Nacional de Ensino Médio em webinário
MEC apresenta balanço da Política Nacional de Ensino Médio em – Reprodução

O Ministério da Educação (MEC) realizou um webinário na quinta-feira, 5 de fevereiro, para apresentar o balanço da Política Nacional de Ensino Médio (Pnaem), estabelecida pela Lei nº 14.945/2024. A iniciativa, promovida pela Secretaria de Educação Básica (SEB), foi transmitida pelo YouTube e contou com a participação de integrantes da Rede de Apoio à Implementação da Política Nacional de Ensino Médio nos Territórios (REM), equipes de secretarias estaduais e distrital de educação, gestores de escolas, professores, profissionais da educação, pesquisadores e membros do Comitê de Monitoramento e Avaliação do Ensino Médio.

Durante o evento, a secretária da SEB, Kátia Schweickardt, enfatizou a recomposição da carga horária da formação geral básica e os itinerários formativos de aprofundamento nas áreas do conhecimento. A Pnaem visa garantir uma educação de qualidade e integral para todos os estudantes, resultando de amplo debate com redes de ensino, educadores e sociedade civil.

Um dos destaques foi o programa Pé-de-Meia, criado para combater a evasão e o abandono escolar no ensino médio, que afetava cerca de 480 mil jovens anualmente. A iniciativa oferece incentivos financeiros a 4 milhões de estudantes por ano, com investimento de R$ 12,5 bilhões do MEC. Schweickardt ressaltou a importância de preparar as escolas para acolher esses alunos e atender suas necessidades.

O balanço da implementação da Pnaem entre 2023 e 2025 detalhou avanços em diversos eixos. A política ampliou a carga horária mínima para 3 mil horas nos três anos do ensino médio, com 2,4 mil horas destinadas à formação geral básica, abrangendo disciplinas como português, inglês, arte, educação física, matemática, biologia, física, química, filosofia, geografia, história e sociologia. Foram implementados itinerários formativos de aprofundamento, ligados às áreas do conhecimento, e de formação técnica e profissional, conforme as Diretrizes Curriculares Nacionais de Ensino Médio.

Outras políticas educacionais também foram apresentadas, como o programa Escola em Tempo Integral, que fomentou a criação de 184 mil matrículas no ensino médio regular e 55 mil no ensino médio profissional e tecnológico, totalizando 965 mil matrículas no primeiro ciclo com investimento de R$ 3,8 bilhões. O Programa de Fomento às Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral (EMTI) atende 346 mil matrículas em 1,4 mil escolas de 27 unidades da Federação, por meio de R$ 2,6 bilhões investidos.

No âmbito do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) para o Ensino Médio, do ciclo 2026 a 2029, 26 unidades da Federação aderiram, com 97% das escolas estaduais participando das escolhas. Mais de R$ 1 bilhão foram aportados para a retomada de livros individuais por disciplina, disponibilização de um livro inédito de redação para o Enem e materiais sobre educação digital e midiática.

A política de formação docente incluiu processos formativos, com destaque para o curso de especialização em Gestão da Escola Pública de Ensino Médio (Gepem) e cursos de aperfeiçoamento disponíveis no Portal de Formação Mais Professores.

T LB

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