Sábado, 07/02/26

XP eleva projeção do Ibovespa a 190 mil pontos em 2026 e vê estrangeiro com otimismo renovado

XP eleva projeção do Ibovespa a 190 mil pontos em 2026 e vê estrangeiro com otimismo renovado
XP eleva projeção do Ibovespa a 190 mil pontos em – Reprodução

São Paulo, 06 – A XP Investimentos elevou a projeção para o Ibovespa ao final de 2026, de 185 mil para 190 mil pontos. A corretora ressalta que a estimativa consta de cenário-base. Num quadro de maior confiança, a expectativa é de 235 mil pontos. “Destacamos o potencial de alta no cenário otimista, de 235 mil pontos, condicionado a uma nova expansão de múltiplos, queda das taxas reais de longo prazo e surpresas positivas de lucros”, diz em relatório divulgado na terça-feira, 3.

Ao retornar recentemente de uma semana de reuniões com investidores na Europa, a corretora afirma que ainda observa um sentimento construtivo em relação a mercados emergentes e ao Brasil. “Observamos um otimismo renovado com o Brasil, sustentado pela expectativa de um ciclo iminente de afrouxamento monetário e por valuations ainda atrativos em relação a outros mercados emergentes e globais”, diz.

As estimativas da XP levam em consideração algumas óticas, como a visão de que o mercado brasileiro versus outros emergentes e globais ainda parece barato. Paralelamente menciona o valuation em relação à própria história, com múltiplos retornando à média histórica, em torno de 11 vezes o preço dos papéis sobre o lucro projetado; e valuation em relação aos juros reais, o que aponta para um ERP (prêmio de risco de ações) mais comprimido, dado que os juros reais permanecem elevados.

Em janeiro, o Ibovespa fechou com valorização de 12,56%, o maior ganho mensal desde novembro de 2020 (15,90%), e 17,4% em dólares Desta forma, marca “um início muito forte de 2026, à medida que a tese de depreciação do dólar ganhou força.”

De acordo com a XP, os dois principais beneficiários desse movimento foram os metais preciosos e os ativos de mercados emergentes, em um contexto de redução de exposição a ativos americanos. Como resultado, o ouro subiu 12% em janeiro, a prata avançou 17% (mesmo após uma queda de 30% na sexta-feira), e o MSCI Emergentes teve alta de 8,8%.

As ações brasileiras se beneficiaram por estarem expostas simultaneamente aos dois temas (metais e mercados emergentes), explica.

Na visão da corretora, o Brasil permanece sendo uma história totalmente guiada por fluxos estrangeiros, já que investidores institucionais locais e pessoas físicas seguem, em geral, como vendedores líquidos, enquanto os fluxos estrangeiros atingiram um recorde em janeiro (+R$ 23 bilhões).

Conforme a corretora, as eleições presidenciais de 2026 seguem no radar, mas, de forma geral, percebe investidores estrangeiros mais tranquilos e menos preocupados do que os investidores locais.

Estadão Conteúdo

T LB

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