As pretensões de Musk esbarram em problemas bem terrenos.
O mais técnico deles vem da Tesla, que tem penado para concluir o desenvolvimento do Optimus e do Cybercab. E já há um entrave regulatório em vista. Uma vez concluído, o carro plenamente autônomo terá de ser autorizado por agências governamentais. Não será algo fácil, pois muitas delas já estão céticas com o PDS que, apesar de sugerir direção autônoma, requer o monitoramento de um humano no banco do motorista.
E a SpaceX, enquanto mira as estrelas, terá de começar a prestar atenção no que ocorre na internet. Mais nova dona de uma rede social e de uma criadora de IA, ela precisará lidar com os governos de vários países no cangote do X, devido à permissividade de suas regras, e do xAI, por causa da falta de balizas éticas do Grok.
Os obstáculos não acabam nem quando ela sai da órbita terrestre. Dona da maior constelação de satélites do mundo, a SpaceX acaba de obter autorização para manter 15 mil deles a uma distância entre 500 km e 2 mil km da Terra. Ela nem chegou lá, mas já é bombardeada com críticas. Esses objetos interferem nas observações espaciais, produzem lixo espacial (detritos gerados pelo choque de asteróides com satélites entram em rota de colisão com a Terra) e atrapalham outras conexões satelitais.
Se um milhão de satélites é um sonho como nunca visto, também será capaz de gerar problemas sem precedentes. Por tudo isso, antes de conquistar o espaço com tecnologia de ponta, Musk precisará solucionar muito fio desencapado aqui na Terra.
DEU TILT
Toda semana, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes conversam sobre as tecnologias que movimentam os humanos por trás das máquinas. O programa é publicado às terças-feiras no YouTube do UOL e nas plataformas de áudio. Assista ao episódio da semana completo.








