Terça-feira, 10/02/26

GO: Soldado que morreu baleado ao impedir execução sempre sonhou em ser policial

GO: Soldado que morreu baleado ao impedir execução sempre sonhou em ser policial
GO: Soldado que morreu baleado ao impedir execução sempre sonhou – Reprodução

TRAGÉDIA

Natural de São Félix do Tocantins, Ayalas era filho único e, após ingressar na PM, trouxe a mãe para morar com ele em Goiás

Isaque Ayalas Ribeiro Lustosa (Foto: Reprodução)

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O soldado da Polícia Militar de Goiás (PM-GO), Isaque Ayalas Ribeiro Lustosa, de 28 anos, que morreu após ser baleado ao tentar impedir uma execução em um posto de combustíveis, em Aparecida de Goiânia, estava há três anos na corporação e havia realizado recentemente o sonho de se tornar policial militar. Natural de São Félix do Tocantins, Ayalas era filho único e, após ingressar na PM, trouxe a mãe para morar com ele em Goiás. Colegas de farda relatam que o PM era dedicado à profissão e tinha orgulho da carreira que escolheu.

O policial foi baleado na cabeça na madrugada da última quinta-feira (5), durante uma troca de tiros no pátio de um posto de combustíveis. Segundo as investigações, um homem armado foi até o local para cobrar uma dívida relacionada ao tráfico de drogas e iniciou uma sessão de agressões contra outra pessoa. Mesmo estando de folga e sem conhecer os envolvidos, Ayalas tentou intervir para impedir a execução.

Durante o confronto, o soldado foi gravemente ferido e encaminhado ao Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), onde permaneceu internado em estado gravíssimo até morrer neste domingo (8). O homem que atirou contra o policial também foi baleado e morreu horas depois.

Investigação

Após o crime, a Polícia Militar prendeu quatro homens e uma mulher suspeitos de envolvimento no caso. Eles passaram por audiência de custódia, e o juiz decidiu converter a prisão em flagrante em preventiva, destacando a gravidade dos fatos e o risco de prejuízo às investigações.

De acordo com a decisão judicial, houve tentativa de ocultação de provas, incluindo o desaparecimento das armas utilizadas no confronto. A polícia apura ainda a suspeita de furto e tentativa de revenda dos armamentos, além de possível atuação de organização criminosa ligada ao tráfico de drogas.

O corpo do soldado Ayalas foi velado em Aparecida de Goiânia com a presença de familiares, amigos e colegas de farda. Em seguida, foi levado para o Tocantins, onde foi realizado o sepultamento no fim da tarde de domingo, em São Félix do Tocantins.

T LB

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