O Ministério Público do Ceará investiga mensagens atribuídas a uma facção criminosa que teria ordenado o fim de confrontos entre torcidas organizadas dos clubes Ceará e Fortaleza, após episódios de violência registrados no primeiro Clássico-Rei do ano, no último domingo (8).
A informação foi confirmada à Folha nesta terça-feira (10).
O estado vem sofrendo com o avanço de facções, o que resulta numa política linha-dura na segurança pública. Segundo a Promotoria, mais informações não serão divulgadas neste momento para não comprometer o andamento das investigações.
A partida de domingo na Arena Castelão, pelo Campeonato Cearense, terminou em 0 a 0.
As mensagens, conhecidas como “salves”, passaram a circular nas redes sociais horas depois de confrontos entre torcedores que resultaram na detenção de 357 pessoas, sendo 241 adultos e 116 adolescentes, conforme dados da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará.
Em uma das mensagens atribuídas à facção criminosa Comando Vermelho, uma diz que “briga de torcida está totalmente brecado dentro do estado”, com a justificativa de que os confrontos aumentariam a presença policial nas comunidades.
A pasta informou que a Polícia Civil apura todas as informações que chegam ao conhecimento das autoridades e que setores de Inteligência auxiliam os trabalhos policiais.
Os confrontos, de acordo com a secretaria, aconteceram em locais “estrategicamente escolhidos por ficarem distantes da Arena Castelão, numa tentativa de evitar a presença policial”.
Após a circulação das mensagens, presidentes da TUF (Torcida Uniformizada do Fortaleza) e Cearamor divulgaram vídeos anunciando a renúncia aos cargos. A Cearamor lamentou os episódios de violência.
A Mofi Serrinha, outra organizada do Ceará, divulgou comunicado anunciando em que o encerramento das atividades por tempo indeterminado.
A reportagem tenta contato com as torcidas organizadas.








