Quinta-feira, 12/02/26

MPDFT lança campanha contra assédio no Carnaval de 2026 no DF

MPDFT lança campanha contra assédio no Carnaval de 2026 no DF
MPDFT lança campanha contra assédio no Carnaval de 2026 no – Reprodução

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) lançou a campanha ‘Pedi pra parar, parou! Depois do não, tudo é importunação’ visando proteger mulheres durante o Carnaval de 2026. A ação, promovida pela Procuradoria Distrital dos Direitos do Cidadão (PDDC) e pelo Núcleo de Gênero (NG), busca alertar foliões sobre o direito das mulheres de se divertirem sem importunações ou violações de direitos.

De 13 a 17 de fevereiro, equipes do MPDFT realizarão fiscalização nos blocos e festas carnavalescas, distribuindo materiais educativos como leques, tatuagens temporárias, máscaras, adesivos e bottons com a mensagem ‘Não é Não’. A campanha também será divulgada nas redes sociais da instituição. As ações reforçam o protocolo ‘Por Todas Elas’, instituído pela Lei 7.241/2023, que prevê acolhimento às vítimas, afastamento imediato de agressores e assistência especializada.

A promotora de justiça Adalgiza Aguiar, coordenadora do NG, enfatizou que a iniciativa reafirma o compromisso do MPDFT com a prevenção da violência sexual e a proteção das mulheres, destacando que o respeito é inegociável e que, após o ‘não’, qualquer conduta configura violência.

A fiscalização será coordenada pelo procurador distrital dos direitos do cidadão Eduardo Sabo e envolverá promotores de diversas promotorias, núcleos e servidores, incluindo peritos. As equipes percorrerão os locais de eventos e visitarão centros de operação da segurança pública para acompanhar trabalhos e registros de ocorrências. Sabo destacou a participação ativa da PDDC em grandes eventos, como o Carnaval, enfatizando o planejamento prévio, a integração entre órgãos e a importância de respeitar e proteger as mulheres.

Durante o período carnavalesco, a Ouvidoria das Mulheres do MPDFT estará de plantão das 12h às 18h para receber denúncias via WhatsApp (61) 99847-7592 ou pelo número 127 (gratuito). Vítimas também poderão recorrer às equipes de segurança dos blocos e à Polícia Militar, ou procurar a delegacia mais próxima para registrar ocorrências.

Em janeiro, o MPDFT expediu recomendação aos órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF) com orientações para a organização do Carnaval, incluindo medidas para garantia da ordem pública, segurança, preservação ambiental e proteção do patrimônio. Os responsáveis deverão elaborar relatórios em até 30 dias após o evento, detalhando ações, ocorrências e penalidades, para subsidiar edições futuras.

Com essas medidas preventivas e de fiscalização, o MPDFT busca garantir um Carnaval seguro, inclusivo e livre de assédio, seguindo o exemplo de 2024, quando não houve registros de importunação ou violência sexual, conforme o GDF.

*Com informações do MPDFT

T LB

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