Sexta-feira, 13/02/26

Operação policial prende dois por lavagem de dinheiro ligada ao PCC em SP e SC

Operação policial prende dois por lavagem de dinheiro ligada ao PCC em SP e SC
Operação policial prende dois por lavagem de dinheiro ligada ao – Reprodução

Duas pessoas foram presas nesta quinta-feira (12) em uma operação conjunta da Polícia Civil de São Paulo, do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Secretaria de Estado da Fazenda e Planejamento contra uma organização chinesa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

A investigação apontou suspeita de lavagem de dinheiro e ocultação de bens por meio da atuação do grupo no comércio de produtos eletrônicos. A Justiça autorizou o cumprimento de 20 mandados de busca e apreensão e três de prisão nos estados de São Paulo e Santa Catarina.

Entre os presos, está um homem com histórico criminal ligado ao PCC e uma mulher considerada articuladora do esquema. O terceiro mandado de prisão visava um empresário chinês, que se encontra na China e não foi detido.

Na operação, foram apreendidos quatro carros de luxo. A força-tarefa mobilizou 100 policiais civis, 20 auditores fiscais da Receita Estadual e dois promotores de Justiça, atuando em quatro endereços ligados ao grupo investigado.

O delegado titular da 3ª Divisão de Investigações Gerais (DIG), Fernando David, destacou durante coletiva de imprensa a participação direta do PCC no esquema. “Existe uma torpeza, para algumas empresas, alguns empresários, de se conectar com o PCC, que virou uma verdadeira plataforma de serviços para quem quer aumentar os lucros”, disse.

As vendas de produtos eletrônicos eram realizadas pela plataforma principal do Knup no Brasil, mas os pagamentos eram redirecionados para empresas de fachada, que funcionavam como contas de passagem. As notas fiscais eram emitidas por outras empresas. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), houve movimentação de ao menos R$ 1,1 bilhão em apenas sete meses, criando discrepância entre o fluxo de caixa real e o patrimônio auditável das empresas.

O promotor do MPSP Ivan Agostinho explicou que a investigação levantou o escamoteamento de objetos e patrimônio. “O objetivo aqui é, efetivamente, a asfixia financeira. É o único caminho em que a gente consegue atingir as organizações criminosas”.

A investigação comprovou uma sistemática confusão patrimonial, com o objetivo de fraudar o fisco, credores e o sistema judiciário. Os crimes fiscais identificados serão comunicados aos órgãos competentes.

O Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (Gaepp), do MPSP, obteve o sequestro de valores de até R$ 1,1 bilhão. Entre os bens identificados e bloqueados, estão ao menos R$ 25 milhões em imóveis de luxo, veículos, dezenas de contas bancárias em nome de laranjas e diversas aplicações financeiras.

Com informações da Agência Brasil

T LB

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