Sexta-feira, 13/02/26

Brasil produziu 11 milhões de toneladas de carne bovina em 2025

Brasil produziu 11 milhões de toneladas de carne bovina em 2025
Brasil produziu 11 milhões de toneladas de carne bovina em – Reprodução

(FOLHAPRESS) – O abate de gado somou 42,6 milhões de cabeças no ano passado, 7,6% a mais do que em 2024. O terceiro trimestre, com 11,3 milhões, foi o de maior número de animais que foram para o frigorífico. Os dados foram compilados pela coluna, com base nas informações divulgadas nesta quinta-feira (12) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os números ainda são provisórios, e o instituto deve divulgar o resultado final para o ano de 2025 no próximo mês.

Os abates de 2025 resultaram na produção de 11 milhões de toneladas de carne bovina equivalente carcaça, um volume 6% maior do que o de 2024. Esse resultado contrariou as previsões do início do ano passado, quando boa parte do mercado acreditava em queda na oferta.

O crescimento na produção fez do Brasil o maior produtor mundial, uma vez que os demais países participantes desse mercado tiveram redução na produção. Os Estados Unidos, com o menor rebanho das últimas sete décadas, perderam a posição de líderes para o Brasil, que, além de maior exportador, assumiu também a liderança mundial na produção, em 2025.

Com oferta maior, o Brasil exportou 3,5 milhões de toneladas de carne bovina no ano passado, 21% a mais do que em 2024. As receitas subiram para US$ 18 bilhões, 40% a mais, e o preço médio foi de US$ 5.154 por tonelada, com alta de 16%, segundo a Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes).

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Os dados de abate de suínos, também provisórios, indicam 60 milhões de animais, 3,2% acima dos de 2024. O rendimento foi de 5,6 milhões de toneladas de carne equivalente carcaça, uma evolução de 4,1% no ano, segundo o IBGE. A maior produção permitiu ao país colocar 1,51 milhão de toneladas no mercado externo, 12% acima do volume de 2024. As receitas subiram para US$ 3,6 bilhões, com elevação de 19%, segundo a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal).

Os abates de frango renderam 14,2 milhões de toneladas de carne equivalente carcaça, 3,4% acima do volume de 2024, segundo o IBGE. Mesmo com as restrições de compra da proteína brasileira por vários países, devido à gripe aviária, as exportações subiram para 5,3 milhões de toneladas; e as receitas, para US$ 9,8 bilhões, segundo a ABPA.

IBGE e Conab atualizaram, também, seus números de safra nesta quinta-feira. A Companhia Nacional de Abastecimento espera uma produção nacional de grãos de 353 milhões de toneladas na safra 2025/26, e o Instituto Brasileira de Geografia e Estatística, de 343 milhões.

A diferença ocorre basicamente em soja e em milho, onde a Conab prevê uma produção 9,7 milhões de toneladas superior à do IBGE. Líder nacional no setor de grãos, a safra de soja renderá 178 milhões de toneladas, segundo a Conab, e 172,5 milhões, na avaliação do IBGE.

Os dois órgãos do governo apontam uma boa evolução na produção de sorgo nos anos recentes. Há cinco safras, a produção desse cereal era de 2,1 milhões de toneladas. Para 2025/26, a Conab estima 6,7 milhões, 219% a mais. Essa evolução vem tanto do aumento de área quanto da produtividade. A produção brasileira está concentrada, basicamente, na região Centro-Sul, com destaque para Goiás, que deverá produzir 5 milhões de toneladas, na avaliação da Conab.

Bioinsumos A corrida por soluções de resiliência climática no campo começa a incluir bioinsumos mais complexos, com a combinação de quatro espécies de algas e mix de nutrientes em uma única formulação. A estratégia é movimentar pelo menos R$ 14 milhões nos próximos anos, segundo estimativa da Vitalforce, uma das empresas que investem nessa frente.

Biofertilizantes A Satis, empresa com autonomia para realizar ensaios oficiais de novos produtos, como biofertilizantes e inoculantes, prevê aporte de 3% do faturamento em pesquisa e inovação até 2030. Para este ano, o foco está na expansão de biológicos e novas moléculas para culturas, como café, soja e feijão, em Minas Gerais.

T LB

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