Após a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovar, na tarde de quinta-feira (12/2), o reajuste tarifário das linhas que fazem o transporte público entre o Entorno e o Distrito Federal em 2,546%, os valores na catraca podem chegar a R$ 12,35.
- Águas Lindas (GO)
Atual: R$ 11,15
Com o reajuste: R$ 11,43
- Cidade Ocidental (GO)
Atual: entre R$ 5,95 e R$ 10
Com o reajuste: R$ 6,10 e 10,25
- Luziânia (GO) – trecho até Taguatinga
Atual: entre R$ 10,70 e R$ 12,05
Com o reajuste: R$ 10,97 e R$ 12,35
- Planaltina (GO)
Atual: R$ 11,35
Com o reajuste: R$ 11,63
- Valparaíso (GO)
Atual: entre R$ 5,05 e R$ 9,15
Com o reajuste: R$ 5,18 e R$ 9,39
O novo valor passa a vigorar a partir de 22 de fevereiro. Segundo a ANTT, a medida decorre de um processo técnico, transparente e previsto em norma, estruturado para assegurar a continuidade e a adequada prestação do serviço, sem perder de vista o usuário, elemento central da política pública de transporte.
A agência ressaltou que o reajuste tarifário é um instrumento técnico indispensável para manter a operação do serviço em condições adequadas de funcionamento.
O secretário-executivo da Associação Nacional das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros (Anatrip), Gabriel Oliveira, disse ao Metrópoles que a entidade não defende o aumento de tarifa.
“Mas, sem subsídio e sem o consórcio interfederativo prometido, o reajuste vira a única forma de manter o transporte do Entorno funcionando”, pontuou.
Ele lembrou que, após a concessão da Rodoviária do Plano Piloto, surgiu a tarifa de acostagem. “A suspensão (do reajuste) acabou sem o consórcio sair do papel e a dívida já passa de R$ 4 milhões, custo que recai direto sobre um passageiro que não tem subsídio”, lamentou Gabriel.
O caminho, de acordo com o gestor da Anatrip, é a implementação do consórcio. “Temos que garantir investimento público e parar de jogar a conta no colo de quem depende do ônibus todos os dias”, avaliou.
Andamento do consórcio
“Como esses serviços não contam com subsídio público, os custos necessários à sua prestação precisam ser absorvidos pela própria tarifa, o que faz com que as atualizações acabem sendo percebidas diretamente pelo usuário”, pontuou a ANTT.
Em nota, o governo de Goiás disse ser contrário a qualquer reajuste no transporte semiurbano do Entorno do Distrito Federal. “Embora Goiás e o Distrito Federal atuem de forma conjunta para resolver o problema, não têm encontrado respaldo da União”, apontou.
“A proposta de criação de um consórcio entre União, Goiás e Distrito Federal foi barrada pela ANTT, o que impede a participação do governo federal, apesar de a União ser a responsável pela regulação do sistema”, ressaltou o texto.
Segundo o governo goiano, a decisão obriga Goiás e o DF a “assumirem sozinhos” custos e responsabilidades, inclusive passivos, “o que onera de forma exagerada os entes e rompe o equilíbrio federativo”.
Também por meio de nota, a Secretaria do Entorno do DF (SEENT) disse que está em tratativas, desde o ano passado, para a criação de um consórcio de mobilidade com a participação do GDF e do estado de Goiás, para gestão do transporte público no Entorno.
“O Protocolo de Intenções, após aprovação do GDF, encontra-se em análise pelo governo goiano e depende de aprovação legislativa em ambas as unidades da Federação”, pontuou.








