Segunda-feira, 16/02/26

Rússia rejeita acusações europeias de envenenamento de Navalny como necropropaganda

Rússia rejeita acusações europeias de envenenamento de Navalny como necropropaganda
Rússia rejeita acusações europeias de envenenamento de Navalny como necropropaganda – Reprodução

A diplomacia russa classificou como ‘necropropaganda’ e ‘ultraje aos mortos’ as acusações de cinco países europeus de que o líder da oposição Alexei Navalny foi envenenado com uma toxina letal extraída de uma rã sul-americana. A morte de Navalny ocorreu em fevereiro de 2024, em uma prisão no Ártico.

Em comunicado divulgado pela agência TASS, a Embaixada da Rússia em Londres criticou as denúncias feitas por Alemanha, Reino Unido, França, Suécia e Países Baixos, afirmando que elas não buscam justiça, mas exploram politicamente a morte do opositor. ‘O método escolhido pelos políticos do Ocidente, a necropropaganda, desperta verdadeiro estupor’, declarou a missão diplomática, na véspera do segundo aniversário da morte de Navalny.

A embaixada acrescentou que, mesmo após a morte de um cidadão russo, as capitais europeias não o deixam ‘descansar em paz’, demonstrando a índole dos promotores da campanha. Além disso, criticou os meios de comunicação que se alinham a estruturas políticas e serviços de inteligência ocidentais, com o objetivo de reacender o sentimento anti-Rússia.

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zakharova, qualificou as acusações como uma campanha informativa para desviar a atenção dos graves problemas do Ocidente. Ela mencionou que, em vez de apresentar resultados sobre os gasodutos Nord Stream 1 e 2, os europeus recorrem a Navalny. Zakharova recordou que a Rússia solicitou, sem sucesso, análises sobre os envenenamentos de Navalny e do ex-espião Serguei Skripal.

No sábado (14), os cinco países denunciaram que Navalny morreu envenenado com epibatidina, substância presente em rãs-dardo venenosas da América do Sul, confirmada por amostras recolhidas do opositor. A toxina é estimada como 200 vezes mais potente que a morfina. O comunicado conjunto destaca que Navalny, aos 47 anos, faleceu em uma prisão na Sibéria, sugerindo que a Rússia tinha meios, motivo e oportunidade para administrar o veneno.

A Rússia sempre afirmou que a morte de Navalny resultou de causas naturais.

T LB

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