Quarta-feira, 24/06/26

Líder do PCC vivia o luxo de Balneário Camboriú (SC) lavando dinheiro em AL.

Reprodução

Ricardo e a esposa se mudaram para Balneário Camboriú há cerca de três anos.

Preso na última terça-feira em Taboão da Serra, Grande São Paulo, José Ricardo Ângelo, 49, conhecido como ‘Gordão’, é apontado pela polícia como um dos maiores responsáveis pela lavagem de dinheiro de membros do PCC (Primeiro Comando da Capital) em Alagoas.

A investigação que resultou na operação Lavagem Paulista, comandada pela Polícia Civil de Alagoas, desbaratou um esquema chefiado por ele que teria movimentado R$ 30 milhões nos últimos três anos. Isso fez com que a vida do “empresário” e da esposa chamassem a atenção pela vida de luxo —e desproporcional— que viviam em Balneário Camboriú (SC).

A relação de Ricardo na facção é conhecida das autoridades: segundo a polícia, ele era o “sintonia-geral” do Nordeste, um cargo de comando dentro do PCC. Ele já havia sido condenado em um processo da Justiça de Alagoas de 2021 e ficou detido por 8 anos pelos crimes de tráfico de drogas e organização criminosa. Segundo a polícia, ele cumpria o resto da pena em regime aberto.

Vida de luxo em Santa Catarina

Ricardo e a esposa se mudaram para Balneário Camboriú há cerca de três anos. “Ele de lá fazia a lavagem de dinheiro de vários traficantes aqui de Alagoas, ligados principalmente ao PCC”, diz o delegado Thales Araújo, responsável pela investigação.

A quantidade de dinheiro movimentada intrigou os investigadores, que começaram a esmiuçar a vida do casal. “Houve um volume movimentado muito alto, mas sem um histórico de patrimônio, sem lastro que justificasse. Isso, somado a ligação dele com o crime, formou um conjunto de fatos que nos chamou a atenção”, explica.

O apartamento onde o casal vivia em Santa Catarina foi visitado pela polícia na quarta-feira: um prédio luxuoso, com vista para o mar, onde a polícia encontrou um cômodo que tinha uma porta blindada.

O local só pôde ser acessado após uma ação do Corpo de Bombeiros, e dentro havia bolsas, relógios e outros bens de luxo que somavam mais de R$ 200 mil.

Correio de Santa Maria, com informações do UOL

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