No Brasil, vai ser possível observar apenas o começo da fase parcial, bem no início do eclipse, e isso no finalzinho da noite. Como o território brasileiro é muito grande, vale lembrar que quanto mais para oeste, melhor. O eclipse não será observado nem como parcial de toda a costa do Nordeste e parte do Sudeste.
Na prática, creio que não será possível observar nada do Sul e do Sudeste. Apenas moradores do oeste da região amazônica poderão ver uma parte significativa do eclipse parcial. Para quem é de São Paulo, só será possível observar o começo da fase parcial e, mesmo assim, apenas para os observadores que tenham o horizonte oeste limpo, sem prédios, árvores ou colinas, porque a lua vai estar bem baixa, junto à linha do horizonte. Roberto Costa, professor do Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP
Lua de Sangue, portanto, não poderá ser vista no Brasil. “A cor avermelhada da Lua só é possível de ser vista quando o eclipse é total, e apenas enquanto ocorre a totalidade”, explica Roberto Costa.
Por que Lua de Sangue? Durante um eclipse lunar total, a Lua aparece vermelho-escura ou laranja. Isso acontece porque a Terra bloqueia a maior parte da luz solar que chegaria à Lua, e a luz que consegue chegar é filtrada por uma camada espessa da atmosfera da Terra. É como se todos os nasceres e pores do sol do mundo fossem projetados sobre a Lua.
Há três tipos de eclipses lunares:
- Parcial: quando a Lua fica parcialmente coberta pela sombra da Terra, isso ocorre quando o alinhamento entre a Lua, o Sol e a Terra não acontece totalmente, somente uma parte da superfície lunar recebe a luz solar.
- Total: a Lua fica totalmente coberta pela Terra, ou seja, a sombra da Terra é projetada perfeitamente sobre a superfície lunar.
- Penumbral: quando a sombra da Terra não é suficiente para reduzir o brilho da Lua, ela acontece na região de penumbra, deixando a Lua levemente escura.








