Conflitos entre Executivo, Legislativo e Judiciário aprofundam a polarização, impactam a economia e ampliam a sensação de instabilidade no país.
No entender dos brasileiros do bem, a maior crise que se enfrenta no brasil tem um único nome: “CRISE MORAL”
O Brasil atravessa um momento delicado, marcado por sucessivas crises institucionais que têm colocado em xeque a confiança da população nos poderes constituídos. Decisões controversas, embates públicos e a sensação de distanciamento entre representantes e representados alimentam a percepção de que o país está sendo conduzido por caminhos inseguros.
No âmbito do Congresso Nacional, disputas políticas têm, muitas vezes, se sobreposto às pautas prioritárias da sociedade. Projetos essenciais para áreas como saúde, educação e geração de empregos acabam sendo impactados por impasses partidários e interesses divergentes, o que contribui para a lentidão na implementação de soluções estruturais. Notadamente vem sendo observado a omissão dos presidentes das duas casas, em questão que a sociedade anseia e exige.
Já no Supremo Tribunal Federal, decisões de grande repercussão nacional frequentemente geram debates intensos. Parte da sociedade vê nessas intervenções que, cada cabeça dos integrantes da corte é uma constituição; outra parcela interpreta como excessos ou invasões de competência. Esse ambiente de tensão constante amplia a polarização e fragiliza cada vez mais a estabilidade institucional.
No campo do Executivo, seja no Palácio do Planalto ou nos governos estaduais e municipais, a cobrança por resultados é cada vez maior. A população enfrenta desafios concretos — inflação, desemprego, precariedade nos serviços públicos — e espera respostas efetivas. Quando essas respostas não chegam com a rapidez ou eficiência desejadas, cresce o sentimento de frustração coletiva.
O cenário econômico também sofre reflexos diretos dessa instabilidade. Investidores se mostram cautelosos diante de incertezas políticas, enquanto pequenos empreendedores e trabalhadores sentem no dia a dia o peso de um ambiente que parece pouco favorável ao crescimento sustentável. A falta de previsibilidade institucional impacta a confiança e dificulta o planejamento de longo prazo.
Além disso, o discurso público cada vez mais agressivo entre lideranças contribui para aprofundar divisões. Em vez de convergir para soluções consensuais, muitos debates se transformam em arenas de confronto, nas quais prevalece a lógica do embate permanente. Esse clima enfraquece o diálogo democrático e compromete a construção de políticas públicas amplamente apoiadas.
É importante reconhecer que as instituições brasileiras possuem mecanismos de controle, equilíbrio e fiscalização previstos na Constituição. Contudo, esses instrumentos dependem de responsabilidade, transparência e compromisso com o interesse público para funcionar plenamente. Sem esses pilares, o sistema perde eficiência e credibilidade.
Diante desse contexto, o país precisa de lideranças dispostas a reconstruir pontes e priorizar o bem comum acima de disputas ideológicas ou interesses particulares. O fortalecimento da democracia passa por mais diálogo, responsabilidade institucional e compromisso real com as necessidades da população. Somente assim será possível reverter a percepção de declínio e resgatar a confiança no futuro do Brasil.
Correio de Santa Maria– Por: Vital Furtado








