Os processos envolvendo crimes sem violência ou grave ameaça à pessoa foram os mais atendidos pela Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) nas audiências de custódia durante o segundo semestre de 2025. De acordo com relatório elaborado pelo Núcleo de Assistência Jurídica das Audiências de Custódia e da Tutela Coletiva dos Presos Provisórios (Nacjus), 62,59% dos atendimentos se relacionaram a essa categoria de delitos. Desse total, 45,21% correspondem a crimes contra o patrimônio sem violência e 34,08% a tráfico de drogas. O levantamento analisou 2.684 entrevistas realizadas entre julho e dezembro de 2025.
Em relação ao perfil dos custodiados, 86,4% se declararam pretos (22,43%) ou pardos (63,97%), conforme critérios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além disso, 90,69% eram do sexo masculino, com renda mensal média de R$ 1.866,61. Quanto à faixa etária, 19,34% tinham entre 41 e 50 anos, e 60,39% eram primários.
As regiões administrativas com o maior número de prisões foram Ceilândia (14,68%), Planaltina (7,68%) e Samambaia (7,41%).
“O relatório demonstra que a maior parte dos casos atendidos envolve crimes sem violência, o que exige uma atuação atenta nas audiências de custódia para evitar prisões desnecessárias e garantir a aplicação de medidas adequadas e proporcionais”, avalia o defensor público-geral, Celestino Chupel. “A Defensoria Pública atua para assegurar que os direitos fundamentais sejam respeitados desde o primeiro momento da prisão, contribuindo para decisões mais justas e para a redução de desigualdades estruturais que marcam o Sistema de Justiça criminal.”
O relatório completo pode ser consultado na íntegra no site da Defensoria Pública do DF.








