O período chuvoso no Distrito Federal exige atenção redobrada contra a dengue, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que prolifera em água acumulada em recipientes como tampinhas, calhas e baldes. A doença apresenta comportamento sazonal entre outubro e maio na região.
Equipes da Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde (SES-DF) realizam visitas domiciliares para mapear índices de infestação e orientar moradores. Em exemplos como a quadra 508 de Samambaia Sul, agentes identificam e coletam larvas de focos, reforçando cuidados preventivos. A chefe do Núcleo de Vigilância Ambiental de Samambaia, Giselle Melo, enfatiza a parceria com a população, onde 50% do sucesso depende da orientação dos agentes e os outros 50% da aplicação prática pelos moradores, como eliminar água parada e vedar caixas d’água.
Em 2025, mais de 360 servidores visitaram cerca de 1,8 milhão de residências, notificando 25 mil ocorrências suspeitas, das quais 12 mil eram prováveis. Isso representa uma redução de 96% em comparação com 2024, quando foram registrados 278 mil casos prováveis. Até a Semana Epidemiológica 05, o DF notificou 1.132 casos suspeitos, com 616 prováveis e sete confirmados.
As ações de combate incluem a Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI), com quase 60 aplicações em locais como rodoviárias e feiras, criando uma camada protetora de baixa toxicidade. Foram instaladas mais de 3,2 mil estações disseminadoras de larvicidas (EDLs) com Pyriproxyfen, impedindo o desenvolvimento de mosquitos adultos. Adicionalmente, mais de 3,8 mil ovitrampas foram posicionadas para monitoramento, utilizando inseticida para neutralizar larvas.
Inovações tecnológicas incluem o uso de drones para mapeamento, que varreram 22 regiões administrativas, cobrindo 2,1 mil hectares e identificando cerca de 3 mil possíveis criadouros. Outra estratégia é a liberação de wolbitos, mosquitos Aedes aegypti inoculados com a bactéria Wolbachia, que bloqueia a transmissão de vírus como dengue, zika, febre amarela e chikungunya. O programa produziu e liberou aproximadamente 13 milhões desses ‘mosquitos amigos’ em 13 semanas, envolvendo 68 rotas semanais, 14 mil pontos de soltura e 813 viagens.
Na vacinação, quase 222 mil doses foram aplicadas em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos na rede pública, prevenindo formas graves da doença. Considerando redes pública e privada, o total chega a cerca de 312 mil doses, embora a cobertura ainda não seja ideal. A vacina está disponível nas salas de vacina da rede pública.








