O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) promoveu, nesta sexta-feira (27), durante a Caravana Federativa de Alagoas, a oficina “Transformando a gestão pública: catálogo federativo e de soluções de gestão e inovação” em Maceió. O evento reuniu gestores locais para apresentar mais de 30 soluções gratuitas disponíveis no Catálogo de Soluções Federativas do governo federal.
O catálogo organiza ferramentas, serviços e metodologias testadas no âmbito federal, tornando-as acessíveis para fortalecer a gestão pública em estados e municípios. A iniciativa visa apoiar a modernização administrativa nos territórios de forma estratégica e sem custos.
Uma das principais apresentações abordou o Dimensionamento da Força de Trabalho (DFT), uma ferramenta de planejamento estratégico desenvolvida pelo MGI em parceria com a Universidade de Brasília (UnB). O DFT permite estimar a quantidade ideal de pessoal para as entregas de uma unidade organizacional, considerando o contexto e as características da força de trabalho. A metodologia revela gargalos, demandas reprimidas, perfil profissional necessário e lacunas de competências para a execução de políticas públicas.
“O DFT permite aprimorar os serviços públicos com base em dados e entregas concretas, identificando lacunas em políticas estratégicas e necessidades urgentes de pessoal. Dessa forma, é possível restituir a capacidade estatal de entregar políticas públicas à população”, afirma o coordenador de Planejamento da Força de Trabalho do MGI, Diego Tannús Dórea. Ele ressalta que o DFT também pode orientar o Programa de Gestão e Desempenho (PGD).
Outro destaque foi o Concurso Público Nacional Unificado (CPNU). Na primeira edição, em 2024, o certame ofereceu 6.640 vagas em 21 órgãos, com cerca de 2,1 milhões de inscritos de todo o país. A iniciativa reduziu custos, simplificou etapas e democratizou o acesso, ampliando a participação de diferentes regiões e perfis socioeconômicos. As nomeações iniciaram-se em 2025. A segunda edição, com 3.652 vagas em 32 órgãos, continuou a criar carreiras transversais e incorporou medidas de inclusão, como a garantia de pelo menos 50% de mulheres classificadas para a prova discursiva e isenção de taxa de inscrição para candidatos de baixa renda, doadores de medula óssea, bolsistas do ProUni e beneficiários do Fies.
Entre as outras soluções apresentadas estão a integração à Rede GOV.BR, o uso da assinatura GOV.BR, plataformas de compras públicas, Contrata+Brasil, o catálogo de cursos de capacitação da Escola Nacional de Administração Pública (Enap) e ações como o programa Imóvel da Gente para democratização do patrimônio público.
Após a oficina, representantes do MGI realizaram atendimentos no stand do evento, prestando orientações sobre adesão a políticas públicas. A iniciativa resolveu pendências e contribuiu para a implementação de programas federais, ampliando o acesso dos entes federativos.
Participaram representantes da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP), Secretaria de Gestão e Inovação (Seges), Secretaria de Governo Digital (SGD), Assessoria Especial de Cooperação Federativa (AECF) e Enap.








