O Irã iniciou neste domingo (1º) o processo formal de sucessão após a confirmação da morte do aiatolá Ali Khamenei.
Como medida imediata, foi definida uma liderança provisória para conduzir o país até a escolha de um novo chefe supremo.
O clérigo Alireza Arafi passou a integrar o comando interino e assumirá papel central na transição institucional. A decisão foi anunciada por autoridades iranianas, que informaram que o novo líder permanente será escolhido pela Assembleia dos Peritos, responsável constitucionalmente por eleger e supervisionar o ocupante do cargo máximo do país.
Durante o período de transição, o conselho provisório contará também com o presidente Masoud Pezeshkian e o chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni-Ejei, além de um representante do Conselho dos Guardiões. O grupo ficará encarregado da administração política até que o sucessor definitivo seja anunciado.
Papel do líder supremo
Desde a Revolução Islâmica de 1979, que encerrou o regime do xá Reza Pahlavi, o Irã adota um sistema teocrático no qual o líder supremo exerce autoridade política e religiosa.
O ocupante do cargo tem atribuições que incluem a definição da política externa, o comando das Forças Armadas, a nomeação da chefia da Guarda Revolucionária e a indicação de integrantes do Judiciário. Embora o país também eleja um presidente por voto direto, os candidatos precisam ser previamente aprovados por instâncias ligadas ao líder supremo.
Ali Khamenei estava no cargo desde 1989, sucedendo o aiatolá Ruhollah Khomeini.








