Quinta-feira, 05/03/26

Polícia Civil do RJ busca provas em estupros coletivos

Polícia Civil do RJ busca provas em estupros coletivos
Polícia Civil do RJ busca provas em estupros coletivos – Reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro pretende obter novas provas contra os envolvidos em estupros de estudantes do Colégio Federal Pedro II. Os investigadores buscam dados de celulares e computadores de um adolescente denunciado por dois crimes de estupro, apontado como o mentor dos ataques, que seguem o mesmo modus operandi.

O jovem é considerado pela polícia a mente por trás dos crimes, tendo a confiança das vítimas devido a relacionamentos anteriores. O delegado Ângelo Lages destacou que a apreensão de equipamentos do adolescente tem potencial para elucidar as denúncias. A Justiça não acatou o pedido de prisão do adolescente, que responde em liberdade, nem a busca e apreensão.

Em janeiro, uma jovem de 17 anos foi vítima de estupro coletivo em Copacabana por cinco rapazes, incluindo o adolescente. Quatro dos envolvidos estão presos, mas nenhum entregou equipamentos pessoais à polícia. A Polícia Civil não descarta pedir quebra de sigilo telefônico dos quatro réus.

Após o caso de Copacabana ganhar repercussão, duas novas vítimas do Colégio Pedro II denunciaram abusos semelhantes. Uma delas, com 14 anos na época, relatou ser estuprada em 2023, em um apartamento no Maracanã, pelo adolescente e mais dois homens. O ato foi gravado e usado para chantageá-la. A outra vítima também descreveu filmagens durante o abuso.

Nos dois casos envolvendo vítimas do colégio, o adolescente preparou emboscadas, atraindo as garotas para o local onde ocorreram as violências sexuais e agressões físicas. O delegado Lages enfatizou a similaridade com o caso de Copacabana e a necessidade de verificar celulares, comuns em filmagens desse tipo de crime.

O Ministério Público do Rio informou que eventuais medidas cautelares ainda podem ser requeridas. No domingo após a tentativa de prisão, o grêmio estudantil do Colégio Pedro II divulgou nota pedindo a expulsão dos alunos envolvidos, citando histórico de assédio e abuso. A Polícia Civil pretende acionar a escola para conhecer denúncias anteriores.

A defesa de um dos réus, Vitor Hugo Simonin, nega o estupro coletivo, sugerindo consentimento apesar das lesões graves atestadas. O delegado alertou para a importância do consentimento, lembrando que a falta dele configura crime com pena de até 20 anos de prisão para vítimas adolescentes.

T LB

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