A Aston Martin vai limitar o número de voltas dos seus pilotos na estreia da temporada, no Grande Prêmio da Austrália, neste final de semana. O chefe da equipe, Adrian Newey, confirmou a estratégia a ser adotada nesta quinta-feira (5/3). A medida visa evitar que as vibrações encontradas no veículo causem danos neurológicos nos atletas.
De acordo com o chefe de equipe da Aston Martin, as vibrações da unidade de potência do veículo estão indo para o chassi, o que sobrecarrega as mãos de Fernando Alonso e Lance Stroll.
As vibrações tem cauasdo quedas de espelhos e lanternas traseiras, além de levantar preocupações com relação à integridade física dos pilotos. Fernando Alonso chegou a declarar que não é possível ultrapassar 25 voltas sem correr risco de adquirir lesões neurológicas definitias. Stroll definiu o limite em 15 voltas.
“Teremos que ser extremamente restritos quanto ao número de voltas que faremos na corrida até que consigamos controlar a origem dessa vibração”, declarou Adrian Newey sobre o primeiro Grande Prêmio da temporada.
O problema permanece sem solução aparente. O presidente da Honda Koji Watanabe, fornecedora da unidade de potência do veículo, afirmou que busca correções para a transmissão de vibrações ao chassi, mas não estabeleceu um prazo para solucionar a questão.
Fernando Alonso afirmou que os problemas no veículo passam a apresentar problemas físico nos condutores pouco tempo após começar a pilotar. “Com essa frequência de vibração, após 20 ou 25 minutos, você começa a sentir dormência nas mãos, nos pés ou em qualquer outra parte”, declarou o atleta.








