Terça-feira, 28/04/26

Mãe denuncia professor por assédio após descobrir mensagens em celular de adolescente em Goiás

Mãe denuncia professor por assédio após descobrir mensagens em celular de adolescente em Goiás
Mãe denuncia professor por assédio após descobrir mensagens em celular – Reprodução

Investigação

Em conversas, professor teria ignorado a recusa do aluno e feito comparações de sobre o tamanho do seu órgão sexual

Segundo o relato, o adolescente também detalhou episódios de abordagens físicas dentro da escola (Foto: Freepik)

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Uma mãe procurou a delegacia de Caçu nesta semana para denunciar um professor por assédio contra o filho, de 15 anos. Segundo o registro policial, mensagens encontradas no celular do adolescente detalham pedidos de fotos e conversas inadequadas, além de relatos de aproximações físicas dentro da escola onde o profissional atua. De acordo com a família, o jovem já recebe acompanhamento psicológico.

Após a descoberta das mensagens, o estudante relatou à mãe episódios de aproximação física ocorridos no ambiente escolar. Segundo o depoimento apresentado à Polícia Civil, o docente aproveitava momentos de baixa movimentação em corredores e salas para realizar toques impróprios.

As capturas de tela das conversas reforçam a denúncia e mostram a insistência do investigado em obter imagens do adolescente. Em um dos trechos, o professor pergunta se o jovem “quer foto” e, mesmo diante da recusa e da justificativa do menor — que afirmou não manter arquivos na galeria por receio de que a mãe os encontrasse —, o homem respondeu “vdd” (verdade) e reforçou o pedido: “tira uma ai”.

Em outra interação, o diálogo assume conotação sexual após o aluno agradecer um elogio. Na resposta, o professor afirma “eu sei” e faz uma comparação de cunho obsceno ao declarar que o seu “é maior”, enviando expressões de riso logo em seguida.

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Nas imagens, é possível observar solicitações insistentes de fotos e diálogos impróprios (Foto: reprodução)

Um dos relatos mais graves descreve uma abordagem em uma sala de uniformes. Na ocasião, o professor teria trancado a porta e solicitado que o jovem retirasse parte da vestimenta sob o pretexto de conferir o ajuste da roupa. Após o acolhimento familiar, o adolescente decidiu expor o histórico de abordagens.

A Polícia Civil de Goiás informou que o caso segue sob investigação sigilosa, conforme estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Diligências e oitivas serão realizadas para apurar a conduta do profissional e a responsabilidade da instituição de ensino.

De acordo com a família, o jovem apresenta melhora com suporte terapêutico, mas o abalo emocional ainda é monitorado. Os nomes dos envolvidos e da escola permanecem preservados para não comprometer as apurações.

T LB

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