Quarta-feira, 11/03/26

O futuro do futebol após uma eliminação: quais os prejuízos?

O futuro do futebol após uma eliminação: quais os prejuízos?
O futuro do futebol após uma eliminação: quais os prejuízos? – Reprodução

Nos últimos meses, vários erros de arbitragem têm sido notados nas partidas dos campeonatos estaduais e nacionais. São marcações que geram revolta em atletas, técnicos e dirigentes.

No entanto, um dos importantes pontos que não se comenta nas rodas de conversa e nos grandes programas diz respeito ao que isso representa para os times após as partidas. Por exemplo: como fica o planejamento do clube, que pode ficar sem calendário nacional? E os funcionários que podem, até mesmo, perder os empregos que possuem depois de uma derrota e uma eliminação?

Foi o que aconteceu no último sábado (7/3), na partida entre Manaus e Parintins, válida pela semifinal do Campeonato Amazonense. O árbitro Leonardo Chaul anotou uma penalidade máxima a favor do Parintins. O motivo? A bola teria tocado no braço de um zagueiro, segundo o árbitro. No entanto, as imagens mostram que a infração não aconteceu.

O lance gerou o empate do Parintins e, consequentemente, a classificação da equipe para a grande final da competição e a vaga em competições nacionais no próximo ano. Após a partida, a diretoria do Manaus optou por demitir toda a comissão técnica comandada pelo treinador João Victor.

Mas o que surpreende é que, algumas horas após a decisão da semifinal estadual, Leonardo foi supostamente punido pela Federação Amazonense de Futebol, sendo afastado pelo erro na marcação da penalidade máxima.

Apesar da nota oficial da entidade, informando o público do afastamento do árbitro, no dia seguinte, Leonardo estava trabalhando normalmente. Desta vez, no jogo entre Tarumã-AM e Corinthians, pelo Brasileirão Feminino Sub-20, como quarto árbitro.

Em nota, a Federação Amazonense de Futebol confirmou o suposto afastamento de Chaul e informou que tem promovido investimentos de infraestrutura e de qualificação dos profissionais de arbitragem.

“Embora reconheçamos que nossa arbitragem tenha evoluído e alcançado novos patamares de excelência, não podemos ignorar o erro cometido na referida partida”, diz a nota assinada pelo presidente Ednailson Rozenha.

Outro exemplo aconteceu em 2025, quando Cacerense e Mixto disputaram uma partida do Campeonato Matogrossense de futebol feminino. Naquele jogo, o árbitro assistente validou um gol do Mixto que estaria impedido.

O treinador de goleiros do Cacerense acabou desferindo um soco no rosto do assistente ao reclamar do gol não ter sido anulado. Nada justifica uma agressão a um profissional do esporte, mas é o que pode acontecer quando um clube decide levar a justiça “com as próprias mãos”.

Além de ter sido demitido, o membro da comissão técnica foi suspenso por 30 dias pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Mato Grosso.

Mais um exemplo aconteceu na série C do Campeonato Brasileiro do ano passado. O Anápolis-GO teve 12 jogadores dentro de campo durante três minutos da partida contra o Guarani-SP. Como “punição”, o árbitro não apitou mais partidas do restante da temporada e o time goiano acabou se salvando do rebaixamento, o que ocasionou a queda do CSA-AL para a quarta divisão deste ano.

Casos como esses não são revertidos e nem as partidas anuladas, o que acaba prejudicando todo o ecossistema que atua nas competições.

 

T LB

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