O Governo do Distrito Federal (GDF) registrou um superávit nominal de 9,14% nas receitas correntes em 2025, totalizando R$ 38,5 bilhões, em comparação com R$ 34,2 bilhões no ano anterior. Considerando apenas as receitas de capital, como operações de crédito e alienação de bens, o saldo foi positivo em mais de 90%.
A arrecadação geral do GDF cresceu 9,87% no período, com a maior parte proveniente de receitas correntes, como impostos, taxas e contribuições. Os dados do terceiro quadrimestre de 2025 foram apresentados aos deputados distritais durante audiência pública na Comissão de Orçamento da Câmara Legislativa (CLDF), na quarta-feira (11), por gestores da Secretaria de Economia (Seec-DF).
O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) liderou o crescimento, com R$ 12,6 bilhões arrecadados, um aumento de 7,52% em relação aos R$ 11,4 bilhões de 2024. O IPVA registrou elevação de 7,12%, enquanto o IPTU subiu 2,82%. Já o ITBI teve queda de 22,83%.
O Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) gerou R$ 5,6 bilhões em 2025, contra R$ 4,5 bilhões no ano anterior, representando um crescimento de 14,65%. Esse tributo é descontado sobre rendimentos pagos pelo GDF e suas entidades.
As transferências correntes da União apresentaram variação mista: queda de 5,42% no geral, com reduções no Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de 14,28% e no Salário Educação de 30,94%. Por outro lado, o Fundo de Participação dos Estados (FPE) cresceu 9,38%, e os repasses para o Sistema Único de Saúde (SUS) aumentaram 15,90%.
No lado das despesas, as correntes, incluindo pessoal e encargos sociais, subiram 7,26%. Os juros e encargos da dívida distrital caíram 1,35%. No total, as despesas do GDF alcançaram R$ 40,4 bilhões em 2025, um aumento de 8,89% em relação aos R$ 37,2 bilhões de 2024.
O secretário-executivo de Finanças, Orçamento e Planejamento da Seec-DF, Thiago Rogério Conde, destacou o cumprimento de todas as metas fiscais. Ele mencionou medidas adotadas no início do ano, por decreto do governador Ibaneis Rocha, como controle rigoroso de gastos, limitação de despesas mensais e renegociação de contratos, com autorização prévia da Secretaria de Economia para novas despesas.
O Distrito Federal aplicou mais de 25% da receita vinculada em educação, superando o piso constitucional, e manteve investimentos na saúde acima do mínimo exigido. Os dados reforçam o equilíbrio fiscal e o compromisso com políticas públicas prioritárias.
*Com informações da Secretaria de Economia








