O ministro do Esporte do Irã anunciou, na última quarta-feira (11/3), a retirada do país da Copa do Mundo de 2026. A medida foi motivada pelo cenário de guerra no Oriente Médio e pelo agravamento das tensões diplomáticas com os Estados Unidos.
O boicote iraniano, no entanto, não é um fato isolado na trajetória do torneio. Desde 1930, diversas nações abriram mão da disputa por razões políticas, financeiras ou em protesto contra as diretrizes da entidade máxima do futebol.
- Uruguai (1934): Os uruguaios boicotaram a edição na Itália como represália ao desinteresse europeu no Mundial anterior. Foi a única vez que um campeão não defendeu seu título.
- Argentina (1938 e 1950): O país desistiu em 1938 por discordar da França como sede consecutiva na Europa. Em 1950, o boicote ocorreu após divergências com a federação brasileira.
- Áustria (1938): A seleção garantiu a vaga em campo, mas o país acabou anexado pela Alemanha Nazista. Por conta da invasão, a equipe foi dissolvida antes do início do torneio.
- Índia (1950): O país desistiu de vir ao Brasil alegando falta de verba para os altos custos da viagem. A lenda de que o boicote seria pela proibição de jogar descalço é contestada.
- África (1966): Quinze nações africanas se uniram em um boicote conjunto contra a Fifa naquela edição. O grupo exigia uma vaga direta para o continente nas eliminatórias mundiais.
- Irã (1986): Os iranianos se recusaram a disputar as eliminatórias após a Fifa proibir jogos no país. A entidade alegava falta de segurança devido à guerra contra o Iraque.
A Fifa agora avalia o regulamento para definir como a vaga do Irã pode ser preenchida. O Iraque aparece como principal candidato por estar na repescagem, enquanto os Emirados Árabes surgem como opção pela ordem do ranking da federação.
O Mundial de 2026 será o primeiro da história com a participação de 48 seleções. As disputas oficiais começam no dia 11 de junho, com sedes divididas entre EUA, México e Canadá.








