Quinta-feira, 12/03/26

Inflação acumulada recua para 3,81% em 12 meses, menor em quase dois anos

Inflação acumulada recua para 3,81% em 12 meses, menor em quase dois anos
Inflação acumulada recua para 3,81% em 12 meses, menor em – Reprodução

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou nos últimos 12 meses, registrando 3,81%, abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024. Isso representa uma redução em relação aos 4,44% observados em janeiro. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No mês de fevereiro de 2026, o IPCA subiu 0,7%, ante 0,33% em janeiro, mas foi o menor para um fevereiro desde 2020 (0,25%). Comparado a fevereiro de 2025, quando atingiu 1,31%, o índice atual é menor. O resultado posiciona a inflação dentro do intervalo de tolerância da meta do Banco Central, de 3% com variação até 4,5%.

Os principais impulsionadores foram os grupos de Educação, com variação de 5,21%, e Transportes, que juntos responderam por cerca de 66% do índice mensal. Segundo Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa do IBGE, a alta em Educação reflete reajustes anuais de mensalidades, com aceleração para 5,21% ante 4,70% em fevereiro de 2025. No grupo Educação, cerca de 44% do impacto veio do segmento de ensino, especialmente cursos regulares (6,20%), com maiores variações em ensino médio (8,19%), ensino fundamental (8,11%) e pré-escola (7,48%).

No grupo Transportes, destacou-se o aumento de 11,40% na passagem aérea, além de altas no seguro voluntário de veículos (5,62%), conserto de automóvel (1,22%) e ônibus urbano (1,14%). Nos combustíveis, houve queda de 0,47%, com reduções na gasolina (-0,61%) e gás veicular (-3,10%), e aumentos no etanol (0,55%) e óleo diesel (0,23%).

O grupo Alimentação e bebidas variou 0,26%, ligeiramente acima dos 0,23% de janeiro. Na alimentação no domicílio, influenciaram altas no açaí (25,29%), feijão carioca (11,73%), ovo de galinha (4,55%) e carnes (0,58%), contrabalançadas por quedas em frutas (-2,78%), óleo de soja (-2,62%), arroz (-2,36%) e café moído (-1,20%). A alimentação fora do domicílio desacelerou para 0,34%, com refeição em 0,49% e lanche em 0,15%.

Gonçalves destacou a desaceleração em alimentos em relação a fevereiro de 2025, quando ovo de galinha subiu 15,39% e café moído 10,77%; agora, ovo está em 4,55% e café em -1,20%, o oitavo mês de retração, acumulando 10,13% em 12 meses. O arroz acumula queda de 27,86% em 12 meses devido à boa oferta.

Em sinergia, a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada em 9 de março pela Conab e Dieese, mostrou queda nos preços em fevereiro em 13 das 27 capitais, com reduções no óleo de soja, açúcar, café e leite.

O Índice Nacional de Precios ao Consumidor (INPC) subiu 0,56% em fevereiro, ante 0,39% em janeiro. No acumulado do ano, é de 0,95%, e em 12 meses, 3,36%, abaixo dos 4,30% anteriores. Produtos alimentícios variaram 0,26% e não alimentícios 0,66%.

O IPCA abrange famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos em diversas regiões metropolitanas e municípios. O próximo resultado, de março, será divulgado em 10 de abril pelo IBGE.

Com infomrações da Agência Brasil

T LB

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