Sábado, 14/03/26

TJDFT renova acordo com Fundação IDEAH para cirurgias em vítimas de violência

TJDFT renova acordo com Fundação IDEAH para cirurgias em vítimas de violência
TJDFT renova acordo com Fundação IDEAH para cirurgias em vítimas – Reprodução

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), por meio da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica (CMVD-DF), renovou nesta quinta-feira, 12 de março, o Acordo de Cooperação Técnica do Programa Recomeçar com a Fundação Instituto para o Desenvolvimento do Ensino e Ação Humanitária (IDEAH), da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

A parceria visa realizar cirurgias plásticas reparadoras em mulheres, crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e familiar, conforme previsto nas Leis 11.340 (Maria da Penha), 14.344 (Henry Borel) e 13.239, além da Resolução 386 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Iniciado em 2023, o programa já encaminhou 30 vítimas para avaliação. Um mutirão no Hospital Regional da Asa Norte avaliou 10 mulheres, e duas pacientes passaram por cirurgias. O 2º vice-presidente do TJDFT, desembargador Angelo Passareli, destacou o trabalho voluntário e abnegado dos envolvidos, enfatizando a transformação de vidas representada pelos números alcançados.

A juíza Luciana Rocha, coordenadora da CMVD, enfatizou o comprometimento do Poder Judiciário com a igualdade material e a proteção integral das vítimas, por meio de articulações interinstitucionais com o Ministério Público, Defensoria Pública e outros atores sociais. Ela mencionou o recebimento da Medalha Mulher Mais Segura pelas juízas coordenadoras da Mulher no DF, reconhecendo parcerias com segurança pública, assistência social, educação e outras áreas.

Luciano Ornellas, presidente e cirurgião responsável pelo Instituto, anunciou a meta de triplicar o número de cirurgias neste ano, visando atender 50 pacientes. Ele relatou que a fundação realizou 350 cirurgias plásticas em Brasília e recebeu 200 candidaturas de cirurgiões para participar. Ornellas destacou avanços como o adicional nas Autorizações de Internação Hospitalar (AIH) do SUS para mulheres afastadas do mercado de trabalho e planos para criar um Centro Nacional de Atendimento a Mulheres Vítimas de Violência, além de ampliar o apoio a adolescentes e idosos.

O fluxo do programa envolve a identificação de vítimas elegíveis nos Juizados de Violência Doméstica, Tribunais do Júri, Vara Henry Borel e Vara da Infância e Juventude. Os juízes encaminham os dados para as coordenadorias, que os enviam à Fundação IDEAH. A fundação gerencia o procedimento no sistema de saúde, direcionando para rede privada credenciada ou serviços adequados, com acompanhamento psicossocial pela CMVD.

Este é o segundo acordo entre o TJDFT e a Fundação IDEAH, reconhecido pelo CNJ no 2º Prêmio CNJ de Responsabilidade Social do Poder Judiciário e Promoção da Dignidade 2025. A renovação reforça o papel do Judiciário na congregação de esforços para romper o ciclo de violência e ressignificar lesões físicas e traumas emocionais das vítimas.

Com informações do TJDFT

T LB

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