O trabalho das ouvidorias do Distrito Federal vai além do registro de manifestações, atuando como uma ponte entre o cidadão e o Estado para resolver problemas como a recuperação de uma bicicleta por um homem após um atropelamento. Celebrado em 16 de março, o Dia da Ouvidoria destaca a importância do serviço, que já registrou mais de 2,5 milhões de manifestações desde o ano 2000.
O trabalho da ouvidoria na recuperação da bicicleta
Após ser atropelado e internado, um homem buscou ajuda para recuperar sua bicicleta, que havia sido recolhida ao depósito do Detran-DF. Sem nota fiscal ou documentos, ele enfrentava dificuldades para reaver seu meio de transporte e trabalho.
Em uma ouvidoria, a ouvidora Ana Carolina e a servidora Nagla Veras iniciaram um trabalho de investigação para reconstruir a história. Elas realizaram telefonemas, consultaram registros do Corpo de Bombeiros e boletins de ocorrência.
“Pela lei, o desafio era grande, mas pela humanidade era impossível não agir”, lembraram as servidoras. A busca por documentação oficial que comprovasse o acidente e o recolhimento do veículo foi o caminho para a liberação.
A articulação entre a Ouvidoria e a Diretoria de Policiamento e Fiscalização de Trânsito do Detran-DF permitiu que a narrativa do acidente ganhasse forma documental. Com a autorização, o homem pôde reencontrar sua bicicleta.
“Era uma bicicleta com as marcas do tempo. Para o mundo talvez não valesse muito. Para ele, era o seu mundo”, conta Ana Carolina Oliveira de Almeida.
O papel da escuta e da informação
Histórias como essa ajudam a entender o que acontece todos os dias nas ouvidorias do Distrito Federal. Para a ouvidora-geral do Distrito Federal, Daniela Pacheco, é no contato direto com as pessoas que o trabalho ganha sentido. “Por trás de cada manifestação existe uma pessoa e uma história. Muitas vezes, antes de qualquer solução, o que ela mais precisa é ser ouvida”.
Conflito resolvido com informação
Em outro caso, um cidadão procurou a Ouvidoria da Secretaria de Atendimento à Comunidade indignado por ter tido sua CNH recolhida em uma blitz. Ele acreditava ter sido tratado de forma injusta.
A ouvidora Zoraia Carla Cardoso primeiro ouviu o cidadão para reduzir a tensão. Somente depois, explicou a legislação sobre a recusa ao teste do bafômetro. Ao compreender a regra, o homem percebeu que o agente de trânsito havia cumprido seu dever legal.
“Aquele homem percebeu que o desconhecimento da lei era o seu maior adversário. A informação correta mudou completamente a percepção dele sobre o ocorrido”, recorda a ouvidora. O cidadão saiu sem registrar denúncia.
Como acessar a ouvidoria do GDF
Para utilizar as ouvidorias do GDF, o acesso pode ser feito pelo site participa.df.gov.br, pelo telefone 162 ou presencialmente. O serviço telefônico funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 21h, e aos sábados, domingos e feriados, das 8h às 18h, com ligação gratuita. O cidadão pode buscar qualquer ouvidoria para fazer seu registro, independentemente do tema.
*Com informações da Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF)








