Terça-feira, 17/03/26

Economia do DF apresenta estabilidade no terceiro trimestre de 2025

Economia do DF apresenta estabilidade no terceiro trimestre de 2025
Economia do Distrito Federal mostra estabilidade no 3º trimestre de 2025 – Reprodução

A economia do Distrito Federal mostrou sinais de resiliência no terceiro trimestre de 2025, com destaque para a expansão no volume de serviços e a redução da taxa de desocupação, conforme dados do Boletim de Conjuntura Econômica do Distrito Federal.

No âmbito nacional, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou um crescimento de 1,8% em relação ao terceiro trimestre de 2024, impulsionado principalmente pela agropecuária (10,1%), seguido pela indústria (1,7%) e serviços (1,3%). No acumulado nos últimos quatro trimestres, a economia brasileira acumula crescimento de 2,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Desempenho da economia do DF

Serviços e Comércio

O volume de serviços no DF cresceu 5,7% em relação ao segundo trimestre de 2025, e 6,4% em relação ao mesmo período de 2024. Os setores de Serviços profissionais, administrativos e complementares foram os principais motores dessa alta.

No comércio varejista ampliado, o crescimento trimestral foi de 2,5%, revertendo desempenhos mais fracos observados em períodos anteriores. O volume de vendas no segmento de materiais de escritório e informática seguiu como destaque positivo, enquanto outros setores foram penalizados pela dinâmica de juros, refletida também no aumento da taxa de inadimplência das famílias para 3,89%.

Mercado de Trabalho e Inflação

Um dos destaques positivos do período foi a queda da taxa de desocupação no DF para 8,0%, atingindo o menor nível dos últimos anos. O mercado formal também seguiu gerando oportunidades, com a criação líquida de 8.705 postos de trabalho. O setor de serviços liderou as contratações formais (8.597 vagas), enquanto a construção civil registrou um saldo negativo de 1.604 postos.

A inflação na capital federal, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu 0,53% no trimestre, acumulando alta de 5,09% nos últimos 12 meses encerrados em setembro de 2025. Os principais responsáveis pela pressão nos preços foram despesas pessoais (destaque para recreação) e habitação, este último influenciado pelo aumento da conta de energia elétrica. Por outro lado, os transportes ajudaram a segurar o índice, com quedas nos preços de gasolina e automóveis novos.

Setor Externo

No setor externo, o terceiro trimestre marcou o crescimento de 23,2% nas exportações e de 1,5% nas importações do DF, que somaram US$ 98,5 milhões e US$ 579,1 milhões, respectivamente. Na pauta exportadora, o DF acompanhou o bom desempenho da safra de grãos e teve sua pauta trimestral liderada pela soja (US$ 36 milhões), representando 36,5% das exportações do período.

T LB

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