Quinta-feira, 19/03/26

Chefe do narcotráfico ligado a magnicídio no Equador em 2023 é capturado na Colômbia

Chefe do narcotráfico ligado a magnicídio no Equador em 2023 é capturado na Colômbia
Chefe do narcotráfico ligado a magnicídio no Equador em 2023 – Reprodução

A autoridade migratória da Colômbia informou nesta quarta-feira (18) sobre a detenção do narcotraficante equatoriano Ángel Aguilar, vinculado ao assassinato em Quito do candidato presidencial Fernando Villavicencio uma semana antes das eleições de 2023.

Villavicencio, então um dos candidatos presidenciais mais populares, foi assassinado a tiros por um sicário colombiano ao sair de um comício na capital equatoriana, em um caso que marcou um ponto de ruptura na violência sem precedentes que atinge o país.

Quando chegou a Bogotá e a falsidade do documento foi comprovada, ele ficou detido “legalmente”, em cumprimento a um mandado de captura internacional da Interpol contra ele.

Conhecido como “Lobo Menor”, o chefe do tráfico é membro de Los Lobos, a maior organização narcotraficante do Equador, e é investigado por “sua suposta participação como autor intelectual” do assassinato de Villavicencio, informou a autoridade em um comunicado que foi acompanhado por fotos do criminoso algemado e cercado por agentes da Interpol.

O presidente de esquerda Gustavo Petro celebrou a captura e qualificou Aguilar como “um dos maiores assassinos do mundo”, em uma mensagem no X.

A prisão ocorre em meio a um conflito diplomático e comercial entre Equador e Colômbia, com denúncias de Petro sobre um suposto bombardeio do governo de Daniel Noboa em seu território.

“Este resultado (…) ratifica a efetividade da cooperação trilateral entre Colômbia, Equador e México”, comemorou o presidente colombiano.

Em julho de 2024, a Justiça do Equador condenou a penas de até 34 anos de prisão cinco envolvidos no magnicídio.

O autor dos disparos foi morto pelos seguranças do candidato. A polícia prendeu depois seis colombianos supostamente ligados ao ataque. Todos foram assassinados na prisão.

Outra dezena de pessoas responde a processos por este caso.

Aguilar foi condenado a 20 anos de prisão em 2013 por homicídio no Equador, segundo autoridades colombianas.

“No entanto, após cumprir metade da pena em 2022, um juiz concedeu liberdade condicional a Aguilar, benefício que ele teria aproveitado para cometer outra série de crimes, inclusive fora de seu país”, acrescentou.

T LB

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