Quinta-feira, 19/03/26

Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS, terá que explicar emendas

Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS, terá que explicar emendas
Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS, terá que explicar – Reprodução

O presidente da CPI Mista do INSS, senador Carlos Viana, tem cinco dias para explicar emendas no valor de R$ 3,6 milhões à Fundação Oásis, braço social da igreja que ele frequenta: a Batista da Lagoinha. O prazo foi dado pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal.

Foram três emendas em três exercícios financeiros diferentes: em 2019, 2023 e 2025. Na decisão, o ministro Flávio Dino falou em desvio de finalidade, em relacionamento de financiamento habitual e em violação dos princípios de impessoalidade e transparência, já que as emendas Pix devem sempre ser executadas com identificação clara do parlamentar autor, do beneficiário e da finalidade, sendo proibido o direcionamento sem critérios objetivos.

Vale explicar que a Igreja Lagoinha é liderada pelo Pastor Valadão, que é ligado a Daniel Vorcaro e ao cunhado, Fabiano Zettel. O senador rebateu a acusação. Disse que as emendas são sociais, ou sejam, precisam estar ligadas a alguma fundação e que, no caso da igreja dele, não há sinais de lavagem de dinheiro. Aproveitou também para negar proximidade com Zettel.

“Está claro já que o senhor Fabiano Zettel usava o nome da Igreja Batista da Lagoinha, mas tinha um CNPJ separado, toda uma prestação de conta separado e não há qualquer contaminação com a Igreja Lagoinha matriz e que não foi identificado nenhuma ligação no trabalho. E eu volto a dizer, com muita tranquilidade, doei, das minhas emendas, para uma fundação que todos os anos gasta R$ 10 milhões em recuperar pessoas moradoras de rua, dependentes químicos e vou continuar doando”.

Ainda na decisão, Flávio Dino acrescentou que as emendas “não servem ao interesse público, mas ao interesse de manutenção do vínculo político-financeiro entre o parlamentar e as entidades investigadas.

O deputado Dorinaldo Malafaia, do PDT do Amapá, chegou a pedir a suspeição de Carlos Viana. Considerou inegável o papel da Lagoinha no caso Master e no caso INSS. O fato é que agora o Senado será notificado para que comece a contar o prazo de cinco dias estabelecido por Dino.


T LB

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