Sexta-feira, 20/03/26

Pedido de destaque de Fux adia julgamento da privatização da Sabesp no STF

Pedido de destaque de Fux adia julgamento da privatização da Sabesp no STF
Pedido de destaque de Fux adia julgamento da privatização da – Reprodução

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta sexta-feira (20) o julgamento da privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). O relator, ministro Cristiano Zanin, votou pela manutenção do processo de desestatização, rejeitando o pedido do Partido dos Trabalhadores (PT) por insuficiência de argumentação.

A análise, no entanto, foi suspensa minutos após o início devido a um pedido de destaque feito pelo ministro Luiz Fux. Isso zera a votação e transfere o caso para o plenário físico, com data ainda a ser definida. A sessão virtual estava programada para ocorrer até 27 de março.

Zanin não analisou o mérito da privatização, afirmando que impugnações genéricas não são admissíveis no controle concentrado de constitucionalidade. O PT, oposição ao governo paulista, alega irregularidades como venda de ações abaixo do valor de mercado, limitação de participação de acionistas para favorecer uma concorrente e a presença de Karla Bertocco, ex-diretora da Equatorial, no conselho que aprovou a privatização. A Equatorial foi a única a apresentar proposta para ser investidora referência.

Em 2024, o então presidente do STF, Luís Roberto Barroso, rejeitou pedido de liminar do PT para impedir a desestatização. Ele argumentou que investigar as acusações exigiria produção de provas, inviável em ação constitucional, e que paralisar o processo poderia causar prejuízos de R$ 20 bilhões ao estado de São Paulo.

O governo de São Paulo concluiu a privatização em 23 de julho de 2024, vendendo 32% de suas ações na Sabesp. Desse total, 15% foram adquiridos pela Equatorial por R$ 6,9 bilhões, a R$ 67 por ação, e os restantes 17% para pessoas físicas, jurídicas e funcionários, rendendo mais R$ 7,8 bilhões.

T LB

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