Sexta-feira, 20/03/26

Governo contrata mais 500 MW de energia térmica em segunda fase de maior leilão do ano

Governo contrata mais 500 MW de energia térmica em segunda fase de maior leilão do ano
Governo contrata mais 500 MW de energia térmica em segunda – Reprodução

O governo federal contratou nesta sexta-feira (20) cerca de 500 MW (megawatts) de energia térmica vinda de usinas movidas a óleo combustível, diesel e biodiesel –os dois primeiros são combustíveis fósseis. Com a contratação, o Ministério de Minas e Energia fecha o leilão de reserva de capacidade, o mais aguardado do ano pelo setor elétrico.

O objetivo é abastecer o sistema em momentos de falta de energia, principalmente no início das noites, quando as placas solares param de funcionar e a demanda por energia cresce.

Do total contratado, 20 MW virão de usinas existentes movidas a óleo combustível e 383 MW de diesel, sendo que 56% desse montante estará disponível já em agosto deste ano e o restante em agosto de 2027. O contrato, nesse caso, prevê suprimento de três anos.

Já as usinas de biodiesel entregarão 98,4 MW e começarão a operar em agosto de 2030, com suprimento de dez anos. Elas também já são existentes, sem necessidade de construir novas plantas.

O deságio médio do leilão desta sexta foi de 50,14%, bem acima do certame de quarta (18), quando os 19 GW (gigawatts) contratados de térmicas e hidrelétricas custaram só 5,52% menos do que o teto estipulado pelo governo semanas antes. A diferença pode estar atrelada à menor demanda contratada e ao menor número de rodadas (desta vez foram 3, contra 8 no de quarta), o que pode ter aumentado a competição entre as usinas participantes.

Ao todo, as térmicas contratadas nesta sexta custarão ao sistema elétrico do país R$ 979 milhões enquanto estiverem em operação. O valor é bem menor do que os R$ 515,7 bilhões do leilão de quarta.

Além disso, o governo não prevê investimentos, já que as usinas já são existentes.

A maior vencedora do leilão desta sexta foi a Petrobras, que vai injetar 332,5 MW no sistema. Venceram também o certame as empresas Xavantes e CEP Energia.

O leilão de reserva de capacidade era tido por especialistas como o mais importante do ano. A expectativa era alta tanto pelo montante a ser contratado quanto pela função que essas térmicas vão exercer no sistema elétrico enquanto estiverem operando.

Hoje, a rede do país vive excesso de geração em alguns períodos do dia e falta em outros, principalmente no início das noites, quando as placas solares desligam e o consumo residencial aumenta.

Como as térmicas não dependem de condições meteorológicas para gerar energia, elas são tratadas como fontes que dão segurança à rede elétrica, ao contrário de placas solares, turbinas eólicas e, em certa medida, hidrelétricas.

O governo federal contratou nesta sexta-feira (20) cerca de 500 MW (megawatts) de energia térmica vinda de usinas movidas a óleo combustível, diesel e biodiesel –os dois primeiros são combustíveis fósseis. Com a contratação, o Ministério de Minas e Energia fecha o leilão de reserva de capacidade, o mais aguardado do ano pelo setor elétrico.

O objetivo é abastecer o sistema em momentos de falta de energia, principalmente no início das noites, quando as placas solares param de funcionar e a demanda por energia cresce.

Do total contratado, 20 MW virão de usinas existentes movidas a óleo combustível e 383 MW de diesel, sendo que 56% desse montante estará disponível já em agosto deste ano e o restante em agosto de 2027. O contrato, nesse caso, prevê suprimento de três anos.

Já as usinas de biodiesel entregarão 98,4 MW e começarão a operar em agosto de 2030, com suprimento de dez anos. Elas também já são existentes, sem necessidade de construir novas plantas.

O deságio médio do leilão desta sexta foi de 50,14%, bem acima do certame de quarta (18), quando os 19 GW (gigawatts) contratados de térmicas e hidrelétricas custaram só 5,52% menos do que o teto estipulado pelo governo semanas antes. A diferença pode estar atrelada à menor demanda contratada e ao menor número de rodadas (desta vez foram 3, contra 8 no de quarta), o que pode ter aumentado a competição entre as usinas participantes.

Ao todo, as térmicas contratadas nesta sexta custarão ao sistema elétrico do país R$ 979 milhões enquanto estiverem em operação. O valor é bem menor do que os R$ 515,7 bilhões do leilão de quarta.

Além disso, o governo não prevê investimentos, já que as usinas já são existentes.

A maior vencedora do leilão desta sexta foi a Petrobras, que vai injetar 332,5 MW no sistema. Venceram também o certame as empresas Xavantes e CEP Energia.

O leilão de reserva de capacidade era tido por especialistas como o mais importante do ano. A expectativa era alta tanto pelo montante a ser contratado quanto pela função que essas térmicas vão exercer no sistema elétrico enquanto estiverem operando.

Hoje, a rede do país vive excesso de geração em alguns períodos do dia e falta em outros, principalmente no início das noites, quando as placas solares desligam e o consumo residencial aumenta.

Como as térmicas não dependem de condições meteorológicas para gerar energia, elas são tratadas como fontes que dão segurança à rede elétrica, ao contrário de placas solares, turbinas eólicas e, em certa medida, hidrelétricas.

O montante contratado nos dois certames, no entanto, assustou os consumidores de energia e alguns analistas do setor, que esperavam uma demanda de até 10 GW ao todo.

A Abrace, associação que representa os grandes consumidores de energia do país, disse que o volume contratado no certame vai além do necessário para o momento e representa um aumento médio superior a 10% na conta de luz. O mesmo valor foi calculado pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia e pelo movimento União pela Energia, que reúne associações da indústria brasileira.

Já o governo diz que a expansão da rede elétrica é importante para o país. Além disso, afirma que moldou a competição para que só térmicas que ligam e desligam mais rapidamente pudessem ser contratadas, o que nas contas do MME fez com que o acréscimo na conta de luz fosse 24% menor do que se esse atributo não existisse.

O governo também refutou a possibilidade de reduzir a contratação de baterias, prevista inicialmente para este semestre. Como as baterias também têm a função de injetar energia em momentos de pico da demanda, o setor temia que a grande contratação de térmicas pudesse atrapalhar o volume disponibilizado no leilão desses equipamentos.

ONDE ESTÃO AS TÉRMICAS CONTRATADAS
Óleo combustível

  • Petrolina (PE) – operada pela CEP

    Diesel

  • Canoas (RS) – operadora pela Petrobras
  • Goiânia (GO) – operada pela Xavantes
  • Caucaia (CE) – operada pela Petrobras
    Biodiesel
  • Petrolina (PE) – operada pela CEP
  • Goiânia (GO) – operada pela Xavantes

T LB

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