Segunda-feira, 23/03/26

Mais de 100 casais oficializam união em Casamento Comunitário no DF

Mais de 100 casais oficializam união em Casamento Comunitário no DF
Mais de 100 casais oficializam união no primeiro Casamento Comunitário de 2026 – Reprodução

Primeira edição do Casamento Comunitário de 2026

Mais de 100 casais oficializaram a união no domingo (22), na primeira edição de 2026 do Casamento Comunitário, promovido pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF). A cerimônia gratuita, voltada para famílias em situação de vulnerabilidade, aconteceu às 17h no Museu Nacional da República e reuniu participantes de diferentes regiões administrativas.

A realização de um sonho

Luciana Tavares, doméstica e moradora de Planaltina, esperou cinco anos para realizar seu sonho de casar, adiado por dificuldades financeiras. “Desde menininha eu sempre sonhei em me casar assim: com vestido branco e de véu. Agora, parece que está passando um filme na minha cabeça, voltei lá atrás: meu sonho está se realizando hoje”, disse emocionada.

A secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, destacou a importância do evento. “Mais de 1.500 casais já estiveram conosco nessa celebração, mas a emoção é sempre a mesma. É a realização de um sonho e uma tarde muito feliz e especial para a gente. Sabemos que a maioria desses casais, quando quer formalizar essa união, enfrenta entraves financeiros, porque há um custo de aproximadamente R$ 1 mil para que cada casal possa oficializar o casamento”, afirmou.

Detalhes do programa Casamento Comunitário

O programa oferece a oficialização gratuita da união civil, com uma estrutura completa para a cerimônia, incluindo vestido de noiva, terno, maquiagem, cabelo, transporte, decoração, fotos e cerimonial. Para participar, os noivos precisam ter 18 anos ou mais, morar no DF e comprovar hipossuficiência de renda, conforme os critérios do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). A renda familiar por pessoa deve ser de até meio salário mínimo e não pode haver impedimentos legais para o casamento.

“O nosso cadastro é aberto sempre dentro da Secretaria de Justiça e Cidadania. Quando não dá tempo de conseguirem formalizar todos os documentos para a edição, eles já ficam em uma fila de espera para a próxima. Neste ano, possivelmente teremos mais três edições”, esclareceu a gestora.

O dia da noiva

A movimentação para a cerimônia começou cedo. A partir das 9h30, as noivas iniciaram os preparativos no Senac 903 Sul e na Casa do Maranhão, na Asa Sul, com produção de cabelo e maquiagem.

Monique da Silva, 32 anos, moradora de Santa Maria, pensava nos filhos de 10 e 4 anos. “Eles estão muito ansiosos. Meu filho sempre me chama de rainha, então, quando me ver, vai ficar emocionado. Além da aparência, eles vão ficar muito felizes porque vão ver o pai e a mãe deles se casando”, afirmou.

Letícia Ramos, 20 anos, de Ceilândia, conheceu o projeto através da cunhada, que se casou na edição do ano anterior. “Com esse projeto do GDF, muitas pessoas de baixa renda conseguem realizar o sonho de casar. Eu e meu noivo moramos juntos há um ano e temos um filho de 7 meses, então só faltava o casamento”, disse a dona de casa.

Balanço da iniciativa

Desde 2021, a iniciativa já beneficiou mais de 1.500 famílias no Distrito Federal. Apenas em 2025, foram realizadas quatro edições, atendendo cerca de 400 casais.

“A formalização da família é sempre muito importante. A gente sabe que, até pelo Código Civil, há uma equiparação agora da união estável com o casamento, mas, quando há a formalização, estamos falando de segurança jurídica e também de um pertencimento muito grande que temos aqui nas famílias no DF”, finalizou Marcela Passamani.

T LB

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