Terça-feira, 24/03/26

UBS de Ceilândia insere implante contraceptivo em 98 mulheres no Mês da Mulher

UBS de Ceilândia insere implante contraceptivo em 98 mulheres no Mês da Mulher
UBS de Ceilândia insere implante contraceptivo em 98 mulheres no – Reprodução

A Unidade Básica de Saúde (UBS) 17 de Ceilândia realizou, no sábado (21), uma força-tarefa para inserção do Implanon, um implante subdérmico contraceptivo liberador de etonogestrel. O método, reversível e sem estrogênio, atua no organismo por até três anos e beneficiou 98 mulheres residentes na região.

O evento integra as atividades do Mês da Mulher, promovidas pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), com foco na assistência integral à saúde feminina. A ação contou com a participação de 40 profissionais, incluindo gestores, farmacêuticos, equipe de enfermagem, residentes e médicos de diversas regiões do DF.

Coordenada pelo médico de família e comunidade Danilo Amorim, da UBS 17, a força-tarefa visou não apenas ampliar o acesso das mulheres a métodos contraceptivos seguros, mas também habilitar outros profissionais para realizar o procedimento na rede da SES-DF. Dez instrutores capacitaram 20 profissionais de outras unidades, como residentes, médicos do programa Mais Médicos e enfermeiros. “Essa foi uma ação articulada para ampliar o acesso das pacientes e formar novos profissionais para atuarem na atenção primária, já que o Implanon é uma novidade no Sistema Único de Saúde (SUS)”, explicou Amorim.

Letícia Ferreira, residente no segundo ano de ginecologia e obstetrícia no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) e uma das instrutoras, destacou o avanço na inserção do Implanon pelo SUS. “Ele está dentro dos métodos reversíveis de longa duração e, com o nosso mutirão, conseguimos abranger de forma integral as pacientes, propagando ainda mais a importância dos métodos contraceptivos”, afirmou, reforçando a contribuição para os direitos reprodutivos das mulheres.

Entre as profissionais capacitadas, a médica de Estratégia Saúde da Família (ESF) Camila Bezerra, atuante na UBS 1 do Recanto das Emas, relatou que foi sua primeira experiência com a colocação do Implanon após a formação. “Fomos muito bem orientados sobre esse método, sobre os critérios de elegibilidade das pacientes, assim como sobre as formas de passar as informações às mulheres: muitas delas chegam aqui sem nenhum conhecimento. Na saúde pública, o serviço se fortalece quando a população conhece seus direitos”, disse.

Uma das beneficiadas, a estudante Érika Leite, optou pelo Implanon devido ao histórico familiar de trombose. “Após pesquisar sobre todos os métodos contraceptivos disponíveis, esse foi o mais indicado para o meu caso. Por não ter liberação de estrogênio, é o mais seguro para mim. Também é um método confiável e, por ter uma longa duração, acho que é perfeito para a minha situação”, contou.

Com informações da SES-DF

T LB

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