Terça-feira, 24/03/26

Sem qualquer rastro, desaparecimento de biomédica completa cinco meses

Sem qualquer rastro, desaparecimento de biomédica completa cinco meses
Sem qualquer rastro, desaparecimento de biomédica completa cinco meses – Reprodução

Prestes a completar cinco meses, o desaparecimento da biomédica Érika Luciana de Sousa Machado (foto em destaque) continua sem solução. Ela saiu de casa em Alexânia (GO), no Entorno do Distrito Federal, em 1º de novembro de 2025, e nunca mais foi vista.

Nessa segunda-feira (23/3), a delegada de Corumbá de Goiás, Aline Lopes, responsável pela investigação, disse ao Metrópoles que, no momento, não há informações adicionais que possam auxiliar na localização da biomédica.

Em janeiro, dois meses após o desaparecimento, a delegada disse que, após receber dados em resposta aos pedidos de quebra de sigilo que protocolou judicialmente, solicitou novas buscas.

“Elas foram realizadas pelos bombeiros, em uma área ampliada em relação à busca inicial. Contudo, lamentavelmente, nada foi encontrado. As diligências cartorárias não revelaram informações relevantes, como o uso de plataformas digitais ou atividade nas contas bancárias. Nenhum cartão de crédito foi utilizado e nenhum outro indício, além dos já conhecidos, foi identificado”, ressaltou.

Angústia e sofrimento

Em janeiro, quando o desaparecimento completou um mês, o irmão de Érika, Júlio César de Sousa, conversou com a reportagem sobre a angústia vivida pela família desde o desaparecimento da biomédica.

“Meu pai é o que está mais aflito. É a filha caçula, uma pessoa carinhosa e meiga. Pensamos muito no que pode estar acontecendo com ela”, desabafou Júlio. Segundo ele, Érika tem histórico de depressão e faz uso de medicação controlada.

Nessa segunda-feira (23/3), Júlio César reforçou que não há qualquer notícia sobre o paradeiro da irmã.

“A gente continua com a saudade, a angústia e o sofrimento. Não temos absolutamente nenhuma pista”, lamentou.

Investigações

A biomédica foi vista pela última vez quando saiu de carro para comprar ração para o cachorro e arrumar o carro para uma viagem que faria até Jataí, no sudoeste goiano, para visitar o pai.

De acordo com a delegada que investiga o caso, algumas coisas sobre o comportamento de Érika chamaram a atenção.

“No dia do desaparecimento, ela fez as transferências para a mãe, no valor de R$ 10,4 mil”, comentou.

Além disso, a investigadora fez uma busca no computador da biomédica, que ela deixou para trás. “Descobrimos que ela tinha confidenciado a amigos que estava muito triste e insatisfeita com o momento atual dela, e que a vontade dela era de ‘desaparecer e ficar no meio do mato’, para que ninguém a achasse”, comentou.

“Não descartamos nenhuma linha de investigação, mas isso reforçou a hipótese de que foi um afastamento voluntário”, pontuou Aline.

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) recebe informações sobre o paradeiro de Érika pelo 197 e/ou pelo telefone da Delegacia de Polícia de Alexânia: (62) 3336-1990.

T LB

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