Diante do avanço da inteligência artificial, muita gente pergunta se ainda vale a pena estudar ciência da computação. Para o professor Luís Lamb, professor e vice-presidente de pesquisa da Catholic Institute of Technology, universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos, a resposta é “sim”, acompanhada de um “hoje talvez mais do que nunca”. Em entrevista ao Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, ele é enfático: usar ferramentas de IA não é a mesma coisa que entender computação. Chatbots, geradores de texto e sistemas escrevedores de código facilitam a vida, mas o profissional da área não pode ser mero usuário dessas tecnologias. Desenvolver inteligência artificial de verdade requer domínio de lógica, matemática, probabilidade, arquitetura de sistemas e, claro, de linguagens de programação. Ainda assim, Lamb reconhece: a IA já mudou a dinâmica na sala de aula. Essas ferramentas chegam cada vez mais cedo à vida dos alunos, e as universidades não estão preparadas para uma transformação tão rápida. Isso não é ruim, mas só se a IA funcionar como apoio ao aprendizado e não para substituir o raciocínio. Equilíbrio é a chave. Como chegar a esse ponto é um desafio sobre o qual Lamb está debruçado.







