Quarta-feira, 25/03/26

Menos alunos experimentam sexo, drogas, álcool e cigarro até 17 anos

Menos alunos experimentam sexo, drogas, álcool e cigarro até 17 anos, mas consumo do vape explode, diz IBGE Uso de camisinha
Menos alunos experimentam sexo, drogas, álcool e cigarro até 17 – Reprodução

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Uso de camisinha por aqueles que já tiveram relação sexual também teve queda

Imagem: FreePik

O número de jovens de 13 a 17 anos que experimentou sexo, droga, álcool e cigarro caiu entre 2019 e 2024, aponta quinta edição da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, o uso de vape triplicou nesse período.

“O aerossol do cigarro eletrônico geralmente contém menos substâncias químicas nocivas do que a mistura de sete mil substâncias químicas presentes na fumaça do cigarro convencional, no entanto, isso não torna os cigarros eletrônicos seguros (…). Estudos estão sendo feitos para melhor identificar os efeitos imediatos e a longo prazo do uso de cigarros eletrônicos na saúde”, afirma o relatório da pesquisa.

A Pense entrevista alunos de escolas públicas e privadas, entre o 7º ano do ensino fundamental até o 3º do ensino médio, com uma amostra representativa do país. Ela reúne informações sobre fatores de risco e proteção à saúde de adolescentes. Realizada desde 2009 pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde e apoio do Ministério da Educação (MEC), acompanha temas como hábitos alimentares, atividade física, uso de substâncias, saúde mental, violência e ambiente escolar.

Veja os números

  • Consumiram drogas nos últimos 30 dias: 5,3%, em 2019, para 3,1%, em 2024
  • Experimentaram drogas alguma vez: de 12% para 8,3%
  • Experimentaram cigarro alguma vez: de 22,9% para 18,5%
  • Consumiram cigarros eletrônicos nos últimos 30 dias: de 8,6% para 26,3%
  • Tiveram alguma relação sexual: de 37,5% para 30,4%
  • Experimentaram bebida alcoólica alguma vez: de 61,4% para 53,6%

“Alguns indicadores, como o de ter um dos pais fumantes, não se alteraram entre as duas últimas edições da Pense. Em 2019 era de 24,3% e em 2024, 24,0%”, diz o relatório.

Os dados também mostram que o uso de camisinha por aqueles que já têm relação sexual também teve uma leve queda. Em 2024, 61,7% afirmaram que utilizaram o item de proteção contra gravidez e doenças sexualmente transmíssiveis na primeira relação sexual que tiveram, uma queda de 1,6 ponto percentual em relação a 2019. Além disso, 57,2% disseram que usaram na última vez que fizeram sexo — 1,9 ponto percentual menor do que cinco anos antes.

T LB

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