DENÚNCIA
“Eles chegaram lá e me derrubaram no chão. Bati com a minha cabeça na banca, minha cabeça está doendo demais”
Fiscais da prefeitura de Goiânia são acusados de derrubar ambulante durante ação em terminal (Foto: Reprodução – imagem otimizada com IA)
Um vídeo enviado ao Mais Goiás registrou momentos de confusão durante uma operação de fiscalização no Terminal Padre Pelágio, em Goiânia, na manhã desta quinta-feira (26). O portal recebeu denúncias de que agentes municipais teriam derrubado uma mulher que trabalhava como vendedora informal na área e também sido truculentos com um homem que tentou defendê-la.
Testemunhas informaram que cerca de cinco fiscais abordaram a ambulante durante a retirada de vendedores do terminal. Relatos são de que ela já estaria fora das dependências da estrutura no momento da ação, mas, ainda assim, os agentes teriam tomado suas mercadorias e jogado a mulher no chão. Ela teria batido a cabeça durante a queda.
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O Mais Goiás não conseguiu identificar a vendedora para conversar com ela. Contudo, circulou um vídeo em que a mulher relata, aos prantos, ter sofrido violência. Ela afirma que a cercaram e a derrubaram, quando já se organizava para voltar para casa.
“Eles chegaram lá e me derrubaram no chão. Bati com a minha cabeça na banca, minha cabeça está doendo demais. Meu braço eu não estou aguentando nem mexer”, desabafou. Ela também lamentou a perda total de seu material de trabalho: “Tomaram todas as minhas coisas, me agrediram, quase rasgaram minha roupa, rasgaram todos os meus trens [sic]. Estão acabando com o povo que trabalha.”
“Estou com tanto trauma que não consigo parar de chorar. Parece que entrei em depressão. Ver um tanto de homem em cima de mim me agredindo…”, continuou.
A assessoria enviou um vídeo de Fernando Peternella, secretário municipal de Eficiência, comentando a ação. Na gravação, o titular da pasta informa que a operação no terminal ocorreu, nesta quinta-feira, para a desocupação das plataformas de embarques que estavam sendo ocupadas por camelôs e ambulantes. “As plataformas de embarque não podem ser obstruídas com mercadorias, com tendas, com barracas, com caixas de isopor. Aquela linha é para a população que pode ter uma deficiência de locomoção, a população pode ter deficiência visual”, informou.
Ainda segundo ele, a plataforma de embarque não pode ser ser utilizada para comércio. “Nós notificamos essas pessoas já várias vezes. A Secretaria de Assistência Social falou com todos, mais de uma vez, oferecendo ajuda, oferecendo trabalho.”








