Sexta-feira, 27/03/26

Agro vai usar rota com Turquia para reduzir impactos com fechamento do estreito de Hormuz

Agro vai usar rota com Turquia para reduzir impactos com fechamento do estreito de Hormuz
Agro vai usar rota com Turquia para reduzir impactos com – Reprodução

O Ministério da Agricultura informou que firmou um acordo com a Turquia para viabilizar uma rota alternativa de exportação de produtos agropecuários brasileiros, após o fechamento do estreito de Horrmuz devido à guerra no Oriente Médio.

Segundo a pasta, a estrutura portuária turca passa a ser uma opção relevante para cargas com destino ao Oriente Médio e à Ásia Central, permitindo que as mercadorias sigam viagem sem a necessidade de transitar pelo Golfo Pérsico.

A rota já era utilizada por exportadores brasileiros, mas a Turquia passou a exigir novas regras sanitárias para produtos sujeitos a controle veterinário, como os de origem animal.

Segundo o ministério, para evitar prejuízos ao fluxo das exportações, foi negociado um Certificado Veterinário Sanitário. Na prática, o documento permite que mercadorias brasileiras, especialmente produtos de origem animal, atravessem o território turco ou fiquem armazenadas temporariamente no país antes de seguirem para o destino final.

“A medida confere mais segurança e previsibilidade aos exportadores brasileiros em um momento de instabilidade nas rotas internacionais e reforça a atuação do Mapa para manter o comércio agropecuário brasileiro em funcionamento”, disse o ministério em nota.

O estreito de Hormuz é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, ao ligar o Golfo Pérsico ao oceano aberto. É fundamental para o transporte de petróleo e commodities agrícolas e o comércio entre Oriente Médio, Ásia e outros continentes. Com a guerra na região, a passagem foi fechada, afetando diretamente o comércio global, inclusive o Brasil.

A preocupação do agro não está limitada ao que sai do Brasil, mas também com aquilo que é importado, com os fertilizantes. A produtividade agrícola está diretamente ligada ao acesso contínuo ao mercado internacional de fertilizantes.

Cerca de 85% dos fertilizantes usados no país são importados. A situação se agrava quando se considera algo entre 20% e 30% das exportações globais de fertilizantes -incluindo ureia, amônia, fosfatos e enxofre- passam pelo estreito, segundo informações da pasta.

T LB

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