Terça-feira, 31/03/26

Justiça Federal no DF abre espaço para a arte e cultura 

Justiça Federal no DF abre espaço para a arte e cultura 
Justiça Federal no DF abre espaço para a arte e – Reprodução

Por uma Justiça mais humanizada e com o objetivo de desenvolver o pensamento crítico cultural, foi inaugurado o Espaço Renata Rios de Arte & Cultura dentro da Justiça Federal no Distrito Federal. A iniciativa visa reunir servidoras, servidores e a comunidade externa para celebrar e debater o cinema e a literatura. O Clube de Cinema & Literatura da Seção Judiciária do Distrito Federal (SJDF) conta com encontros mensais gratuitos, abertos ao público, com debates a partir de filmes e livros. No dia 9 de abril, às 16h30, será realizado o segundo encontro do clube, que vai debater o filme A Pior Pessoa do Mundo, de Joachim Trier, e o livro A Insustentável Leveza do Ser, de Milan Kundera.

O Espaço Renata Rios de Arte & Cultura fica no 10° andar do edifício Sede I. Ao juntar cinema e literatura em um formato acessível, o projeto incentiva a formação de repertório cultural e a convivência entre pessoas de diferentes áreas, dentro e fora da instituição.

Convivência e repertório cultural

Segundo Aline Albernaz, coordenadora do projeto, essa é a primeira edição, já que em novembro de 2025 a Justiça Federal inaugurou o espaço de arte e cultura. O que ela apontou ser uma novidade dentro da instituição. “E uma das primeiras programações que a gente iniciou agora em 2026, foi o Clube de Cinema e Literatura.” 

A ideia, de acordo com Aline, é que essa estrutura seja um espaço de convivência para os servidores e para a comunidade. “É tanto para as pessoas que trabalham no órgão, como também para a comunidade externa. Então por isso o Clube é aberto para qualquer pessoa que tenha interesse no tema, que é Cinema e literatura”, destacou. Para participar, os interessados podem entrar no grupo oficial do Clube de Cinema & Literatura no WhatsApp. No grupo, são compartilhadas informações sobre cada encontro presencial, que acontece mensalmente, além de como ter acesso aos materiais, como por exemplo, onde o filme do mês está disponível e onde a pessoa pode encontrar o livro. 

O encontro mensal sempre vai ser realizado na primeira quinta-feira do mês, exceto em abril e em junho. Nessas reuniões presenciais, Aline explica que os participantes podem vivenciar uma experiência de escuta e compartilhamento. Ela acredita que o cinema, por mais que seja uma experiência coletiva, em que um grupo de várias pessoas assiste um filme, também é uma arte com uma experiência incompleta. “Onde você não tem com quem dividir muitas vezes, ou saber o que o outro pensou, ou como foi atravessado com aquela obra”, afirmou. Por isso, Alina explica que o objetivo do encontro presencial é ter essa chance de ver o mesmo filme ou o mesmo livro a partir de diversos olhares diferentes, por meio do debate construtivo.

Aline aponta que a Justiça tem um papel importante na formação cultural do cidadão, a começar pela criação do pertencimento institucional das pessoas que trabalham na instituição. “O papel da Justiça é fazer com que essas pessoas sejam vistas e escutadas em suas diversas facetas, não só em coisas relacionadas à produção ou ao trabalho, que é um volume imenso de processo, de trabalho cotidiano. Mas temos de fazer essa ponte com a sociedade para a humanização da Justiça”, descreveu. Ao trazer esse acesso à cultura para dentro da Instituição, o objetivo, como Aline frisou, também é fazer com que as pessoas vejam que a Justiça não está tão distante. “Porque a pessoa pode ter uma experiência que jamais imaginou ter dentro daquele espaço que muitas vezes é visto com tanto distanciamento.”

O crescimento do grupo

O primeiro encontro do clube foi realizado na primeira quinta-feira de março, com 30 pessoas presentes. No primeiro mês, o grupo contou com 70 pessoas no grupo do WhatsApp, que assistiram ao filme do mês que foi Hamnet de Chloe Zhao e ainda, ler o livro do mês, Um Teto Todo Seu de Virginia Woolf. “Foi uma grata surpresa, contar com pessoas vindas de diversos lugares, várias idades, tinham jovens de 20 anos e pessoas com 70. Foi uma roda muito rica, muito cheia de possibilidades”, comentou.

Prestes a realizar o segundo encontro, que acontecerá no dia 9 de abril, o grupo online está com quase o dobro de pessoas, totalizando 120 pessoas. “As pessoas estão interessadas nesta proposta de poder escutar e ver o outro, de poder ter um encontro offline com a presença das pessoas”, declarou. Ainda segundo Aline, não há limite para a quantidade de participantes e o grupo segue aberto para quem quiser entrar gratuitamente. A programação vai até dezembro, com o adendo de que em julho e no último mês do ano, o grupo vai escolher tanto o filme quanto o livro da vez. Aline convida o público que está disposto a participar: “Todos que gostam de literatura, que gostam de cinema, desse tipo de proposta, sintam-se à vontade para participarem tanto do grupo do WhatsApp, quanto também para estarem nos encontros presenciais”, finalizou.

A voz de quem participa

A servidora do SJDF,  Monique Alvarenga, afirmou que participar do clube de leitura está sendo uma experiência ótima. “Porque além da gente discutir a arte, elevar nossos pensamentos e abrir o nosso leque de conhecimento através da arte e da cultura, a gente também encontra com os colegas e tem um momento terapêutico para se desligar da rotina”, disse. Para ela, é um momento de descontração, principalmente para quem trabalha muito e tem uma carga muito pesada. “É uma descontração super saudável e que nos acrescenta muito.” Ela acredita que a iniciativa deveria ser replicada em outras instituições. “É muito engrandecedor para a gente como seres humanos e como servidores também”. 

A assistente social Camila Farias também é participante do clube e para ela, o primeiro encontro foi bem proveitoso. “Uma oportunidade única de parar a correria da burocracia que a vida nos impõe e mergulhar na arte e toda sua beleza”, contou. Ela amou os temas levantados no primeiro debate, principalmente por se tratar de um filme que embora seja um lançamento, aborda de temas antigos mas que ainda hoje ressoam na sociedade atual. “E a articulação com o livro de Virginia Woolf foi muito pertinente. Adorei o encontro. Espero que o serviço público abra cada vez mais espaço para a arte, para assim trazer a transformação da sociedade.” 

Serviço

Clube de Cinema & Literatura da SJDF 

Próximo encontro:

9 de abril, as 16h30

Onde: Espaço Renata Rios de Arte & Cultura fica no 10° andar do edifício Sede I do SJDF

Grupo do Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/HjIfU5TkmRB5MtMsHvjkI0?mode=gi_t

T LB

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