Sexta-feira, 03/04/26

Jornalista conta como fugiu ao desconfiar de motorista de aplicativo em Goiânia

Jornalista conta como fugiu ao desconfiar de motorista de aplicativo em Goiânia
Jornalista conta como fugiu ao desconfiar de motorista de aplicativo – Reprodução

VÍDEO

Raissa saiu do carro e correu até uma rodovia, onde conseguiu pedir ajuda

Jornalista relata corrida suspeita e foge de carro após desvio de rota em Goiânia (Foto: reprodução)

1
1

A jornalista Raissa Lomonte usou as redes sociais para contar uma situação vivida durante uma corrida por aplicativo em Goiânia, no último sábado (28). Segundo o relato, logo no início da viagem, o motorista perguntou se ela se importaria com uma parada rápida para devolver uma chave supostamente esquecida por uma passageira anterior.

Raissa concordou, mas, com o passar dos minutos, percebeu que o carro seguia por um caminho cada vez mais distante da rota original. Ao Mais Goiás, ela explicou que nasceu e mora em Brasília e estava em Goiânia para participar de um evento. Ela havia solicitado um veículo saindo do Shopping Cerrado, com destino ao Jardim Goiás, e entrou no veículo às 15h58.

Durante o trajeto, ela verificou no aplicativo que o condutor tinha apenas cinco dias de cadastro na plataforma e quatro viagens realizadas. Cerca de 14 minutos após o início da corrida, já em sentido oposto ao trajeto previsto e nas imediações da Rodovia Anhanguera, o veículo parou em uma área isolada, próxima a galpões industriais e sem circulação de pessoas.

A jornalista afirma que chegou a questionar o motorista sobre a distância e a demora para a suposta entrega da chave, além de perguntar se a passageira estaria aguardando no local. O homem teria confirmado, mas, ao estacionar, ninguém apareceu. Nesse momento, Raissa percebeu a aproximação de duas motocicletas, o que aumentou a sensação de perigo.

Diante da situação, ela decidiu sair do carro e correr em direção à rodovia, onde conseguiu ajuda de uma motorista que passava pelo local. Em seguida, foi acolhida por agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM).

Após o ocorrido, equipes de segurança localizaram o veículo e recuperaram os pertences da vítima, como mala e bolsa. Ainda segundo Raissa, não foram encontrados registros ou mensagens que comprovassem a versão apresentada pelo motorista sobre a existência de uma passageira anterior ou da chave a ser devolvida, o que levanta suspeitas sobre uma possível tentativa de emboscada.

Suporte da plataforma

Raissa também relatou dificuldades no contato com a Uber após o caso. Segundo ela, enviou dezenas de mensagens solicitando acesso à gravação da corrida, mas recebeu, inicialmente, apenas respostas automáticas. Somente após expor o caso nas redes sociais e marcar a plataforma é que lhe foi oferecido, como suporte, atendimento psicológico com duração de quatro horas, além do reembolso da corrida.

A jornalista afirma ainda que não recebeu da empresa informações básicas, como o local exato onde desceu do veículo. Ela conseguiu identificar a região apenas porque compartilhou a localização em tempo real com amigas, que registraram o trajeto por meio de prints.

Raissa não divulgou o nome nem dados pessoais do motorista. Por esse motivo, ao ser questionada pela reportagem, a Uber não forneceu posicionamento oficial sobre o caso.


T LB

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *