Por Daniela Domingues, Maria Clara Felipe e Yasmin Fernandes
No dia 29 de novembro de 2024, em Vicente de Carvalho (litoral de SP), às 8h24 da manhã, Brenda Bulhões, uma jovem de 26 anos, foi vítima de feminicídio. Ela foi alvejada pelas costas em frente ao salão de cabeleireiro.
O acusado é o ex-namorado da filha, Bruno dos Santos Campos, que foi preso 47 dias depois do crime. Ele estava foragido em Ponta Porã (MS). No entanto, na primeira audiência, em janeiro, ele negou a acusação.
A mãe de Brenda, Elisângela Bulhões, lamentou, em entrevista à Agência Ceub, a demora no andamento do processo judicial.
O crime foi cometido pelo ex-namorado, que não aceitava o fim do relacionamento, e ocorreu em frente ao local de trabalho de Brenda e de sua mãe, Elisangela Bulhões.
Agressividade
Segundo informações obtidas na entrevista , o relacionamento era marcado por comportamentos de ciúmes e sinais de controle por parte do agressor desde o início.
Elisangela relata que conhecia o autor do crime desde a infância, o que torna a situação ainda mais dolorosa para a família, que jamais imaginou que a história teria um desfecho tão trágico.
Manifestantes exibem cartaz com foto do acusado durante ato por justiça por Brenda Bulhões, no litoral de São Paulo. Ele foi encontrado em Ponta Porã, onde estava foragido. Foto: Arquivo da família.
De acordo com a mãe da vítima, o caso também envolve uma tentativa de dificultar as investigações. O suspeito teria feito uma tatuagem após o crime, com a intenção de alegar que a tatuagem já existia no momento do ocorrido, buscando criar dúvidas acerca da sua identificação.
A família acredita que essa atitude reforça a necessidade de um julgamento rigoroso e transparente.
“Existem muitas ‘Brendas’ sofrendo caladas, com medo de expor o que vivem”
Enquanto o processo segue na Justiça, Elisangela continua utilizando o perfil “Justiça por Brenda” em todas as redes sociais para manter o caso em evidência, cobrar responsabilização e conscientizar outras mulheres sobre a importância de reconhecer sinais de relacionamentos abusivos.
Para a família, a memória de Brenda também se transforma em um alerta para que outras histórias não tenham o mesmo desfecho.
Supervisão de Luiz Claudio Ferreira








