Sábado, 04/04/26

Piloto preso sob suspeita de exploração sexual de crianças fez 11 vítimas, diz Polícia Civil de SP

Piloto preso sob suspeita de exploração sexual de crianças fez 11 vítimas, diz Polícia Civil de SP
Piloto preso sob suspeita de exploração sexual de crianças fez – Reprodução

A Polícia Civil pediu na última quarta-feira (1º) ao Ministério Público de São Paulo a prisão preventiva do piloto Sergio Antonio Lopes, 60, suspeito de comandar uma rede de exploração sexual infantil e estupro de vulnerável.

Ao concluir o inquérito sobre o caso, a 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa) apontou que o piloto e outras cinco mulheres teriam praticado 11 crimes. Também são 11 as vítimas, sendo dez menores, uma a mais do que as nove inicialmente identificadas.

Como o inquérito individualiza os crimes para cada uma das vítimas, os suspeitos deverão responder por mais de cem delitos.

A defesa do piloto, representada pela advogada Claudia Apolonia Barbosa, afirmou que irá preservar o segredo de Justiça que o caso impõe e que acredita na sensibilidade do Judiciário em “adequar suas condutas e desconstruir uma imagem de monstro que foi criada para promoções pessoais”.

A advogada também comentou que Lopes passou por uma cirurgia grave e por um tratamento que trouxe uma alteração sensível, química e comportamental, e que “isso explica muitas coisas”.

Lopes já estava preso temporariamente desde 9 de fevereiro. Ele foi detido quando se preparava para decolar no aeroporto de Congonhas, na capital paulista, com destino ao Rio de Janeiro. Ele era piloto da Latam, que o demitiu após ser informada sobre os crimes atribuídos a ele pela investigação.

Diferente da prisão temporária, que tem prazo de até 60 dias, a prisão preventiva não estipula um período para que o suspeito permaneça detido.

Os crimes atribuídos aos suspeitos são: estupro de vulnerável; produção de pornografia infanto-juvenil; posse, aquisição ou armazenamento de material de pornografia infanto-juvenil; compartilhamento de material de pornografia infanto-juvenil; aliciamento de criança; perseguição; coação no curso do processo; favorecimento à prostituição ou outra forma de exploração sexual de criança e adolescente; divulgação de cena de pornografia infantil; falsa identidade; e organização criminosa.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, que confirmou a conclusão da investigação policial, informou que não pode fornecer mais informações sobre o caso “devido ao sigilo do procedimento”.

Em 20 de março, a polícia havia prendido a última envolvida no esquema de exploração sexual infantil investigado pela operação “Apertem os Cintos”. A mulher estava no Campo Belo, na zona sul da capital.

Ela é suspeita de aliciar outras mulheres para integrarem a rede de exploração sexual e fornecia material pornográfico de crianças da própria família.

A primeira fase da operação ocorreu em fevereiro deste ano, após trabalho investigativo da Polícia Civil iniciado em outubro de 2025.

A segunda etapa ocorreu na primeira quinzena de março, no Espírito Santo, onde outra mulher foi presa e duas vítimas, incluindo uma criança de três anos, foram identificadas.

T LB

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