Domingo, 05/04/26

ONU adia votação sobre resolução para proteger navegação no Estreito de Ormuz

ONU adia votação sobre resolução para proteger navegação no Estreito de Ormuz
ONU adia votação sobre resolução para proteger navegação no Estreito – Reprodução

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) adiou a votação de uma resolução proposta pelo Bahrein para proteger a navegação comercial no Estreito de Ormuz, que poderia incluir o uso da força.

A reunião inicial estava marcada para esta sexta-feira (3), mas foi postergada sem uma nova data anunciada. Diplomatas envolvidos avaliam que a votação ocorra na próxima semana.

O Estreito de Ormuz, localizado na costa norte do Irã, é uma das principais rotas marítimas globais, conectando o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e vital para o transporte de petróleo e produtos agropecuários.

O tráfego na área tem sido afetado desde os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã no final de fevereiro, iniciando um conflito que já dura mais de um mês. O Irã tem controlado a passagem de navios, interrompendo cerca de um quinto dos embarques mundiais de petróleo e gás natural liquefeito, o que causou interrupções no fornecimento e elevação nos preços do petróleo.

O Bahrein, que preside atualmente o Conselho de Segurança, finalizou um esboço de resolução na quinta-feira (2) que autoriza ‘todos os meios defensivos necessários’ para proteger a navegação comercial em Ormuz. O texto enfrenta resistência da China e da Rússia, apesar de ajustes para atenuar sua forma original.

A China, membro permanente com poder de veto, opõe-se explicitamente a qualquer autorização para o uso da força, dada sua forte parceria estratégica e econômica com o Irã, principal fornecedor de petróleo ao país asiático.

O Bahrein, apoiado por outros países árabes do Golfo e pelos Estados Unidos, removeu referências explícitas à aplicação obrigatória da força para superar objeções, especialmente de Rússia e China. A resolução autoriza as medidas por pelo menos seis meses, até decisão em contrário do Conselho.

Especialistas consultados avaliam que os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã visam a troca de regime em Teerã, com o objetivo de deter a expansão econômica da China, vista como ameaça por Washington, além de consolidar a hegemonia política e militar de Israel no Oriente Médio.

Com informações da agência de notícias Reuters.

T LB

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