Quinta-feira, 09/04/26

Saudade e Legado: A Despedida de Zé “Tim Maia”, (criado na 22 da Coenge-Gama)

Foto:: eprodução

Amigo, irmão e símbolo de simplicidade, ele deixa lembranças eternas e uma lacuna impossível de preencher entre familiares e amigos

Por Vital Furtado (Bicudo)

Hoje é um dia marcado por profunda tristeza para familiares e amigos de Tim Maia, companheiro de longas datas ali na quadra 22 da Coenge, Setor-Oeste do Gana. A notícia de sua partida ecoa entre aqueles que tiveram o privilégio de conviver com sua presença simples, alegre e marcante ao longo dos anos.

Zé, como carinhosamente eu o chamava, era conhecido como o craque da bola. Dentro e fora dos campos improvisados da comunidade, seu talento e entusiasmo eram evidentes. O apelido “Tim Maia” vinha não apenas pela semelhança no estilo do cabelo black power, típico da década de 70, mas também pela personalidade vibrante que conquistava a todos ao seu redor.

Para mim, Zé representava muito mais do que um amigo — era como um irmão. Nossa história começou ainda na infância, na década de 60, período em que nossas famílias já compartilhavam laços de amizade. Seu saudoso pai, conhecido como Gordinho, trabalhou ao lado do meu pai no antigo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), fortalecendo uma relação que atravessou gerações.

Ao longo dos anos, Zé construiu uma trajetória marcada pela humildade, simplicidade e disposição em ajudar o próximo. Era o tipo de pessoa que nunca media esforços para estender a mão, sempre com um sorriso sincero e uma palavra amiga, características que o tornaram querido por todos que o conheceram.

Saudade e Legado: A Despedida de Zé “Tim Maia”, (criado na 22 da Coenge-Gama)
Capturar – Reprodução

Sua partida deixa uma lacuna imensa, daquelas que o tempo dificilmente consegue preencher. Ficam as lembranças, os momentos vividos e o exemplo de vida que ele deixa como legado. A ausência física se faz sentir, mas sua essência permanecerá viva na memória e no coração de cada amigo e familiar.

Tenho a convicção de que, pela pessoa que foi em vida, Zé já repousa no seio de nosso patriarca Abraão. Meu amigo, tudo o que você fez e representou justificou plenamente sua existência nesta terra. Sua história não termina aqui — ela seguirá viva em cada lembrança, em cada saudade e em cada gesto de amor que você plantou ao longo do caminho.

Da redação do Correio de Santa Maria- Por Vital Furtado

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