Segunda-feira, 06/04/26

Senadores da CPI do Crime pedem prorrogação dos trabalhos da Comissão

Senadores da CPI do Crime pedem prorrogação dos trabalhos da Comissão
Senadores da CPI do Crime pedem prorrogação dos trabalhos da – Reprodução

A menos de dez dias do fim dos trabalhos, a CPI do Crime Organizado quer mais fôlego para as investigações. O relator da Comissão, senador Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe, protocolou requerimento pedindo a prorrogação das atividades e 28 senadores assinaram o documento. Um a mais que o mínimo necessário. O pedido é para esticar os trabalhos por mais 60 dias para tomar depoimentos considerados importantes e analisar um volume de documentação que o senador chamou de “monumental”. Especialmente, segundo ele, após os desdobramentos do caso Master.

Nessa terça-feira (7), a CPI se reúne para tentar – de novo – ouvir o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. Desta vez ele foi convocado, e já está desobrigado a ir pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça. O entendimento é de que investigados não podem se incriminar. Ou seja, podem decidir se vão ou não.

Diante da provável ausência de Ibaneis Rocha, a CPI deve mesmo ouvir o Secretário Nacional de Políticas Penais, André Garcia. Na quarta-feira (8), também, uma nova tentativa de depoimento, de Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central. Também convocado e também com habeas corpus. E, como convidado, será ouvido Gabriel Galípolo, atual presidente do BC.

Em outra comissão, na de Constituição e Justiça, os senadores vão discutir a Proposta de Emenda à Constituição que proíbe a aposentadoria compulsória de magistrados como punição. Para aqueles condenados administrativamente por irregularidades no exercício do cargo. Diversos representantes da magistratura estarão por lá, entre eles a Associação dos Magistrados do Brasil e o Conselho Nacional de Justiça. É a PEC que foi apresentada pelo então senador Flávio Dino, em 2024, que precisa ser votada na Comissão e, depois, em plenário. No último dia 16, o ministro Dino proibiu a aposentadoria compulsória como punição. A Procuradoria Geral da República (PGR) já recorreu da decisão.

 


T LB

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